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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

A cruzada das crianças

  É certo que a história de... bem, de todas as igrejas pelo que eu percebo, mas neste caso da católica, é bem negra, estando cheia de abusos de todo o tipo. Ainda nos dias de hoje, entre muitas outras polémicas, volta e meia lá aparece o Papa a dizer que condena a pedofilia após algum escândalo envolvendo esse crime e a sua instituição.


  No entanto, nem só de crimes sexuais contra crianças vive a igreja.
  Em 1212 ou 1213 (conforme a fonte), dois monges (um alemão, o outro francês) tiveram a fantástica ideia de vender crianças como escravas em África. Para não sujarem as mãos lá veio a excelente ideia de as ludibriarem com a história de uma cruzada até à Palestina para a tomarem dos muçulmanos. Parte morreu no oceano, em naufrágios e afins, parte foram vendidos nos mercados de escravos em África. Houve ainda alguns sortudos que foram parar a Génova devido a algum mal entendido; não havia barcos de escravos, nem ninguém, à espera deles. No entanto foram bem recebidas pela população que lhes deu recursos, dinheiro, e enfim, ajudou-as como pôde.
  Como é natural, grande parte destas crianças era órfã, ou no geral, vivia na rua e/ou estava desocupada. Afinal são sempre esses os que mais sofrem.

 

  Ao ouvir sobre a fé das crianças que marchavam em nome da igreja, aparentemente o papa Inocêncio III, que também pensava que iam para a Palestina, disse "estas crianças estão despertas e nós a dormir".

O meu stress dos bigodes

  Aparentemente os gatos podem ser afetados por algo chamado stress dos bigodes. Ao comer de caqueiros cujas bordas tenham ângulos muito acentuados, os bigodes dos gatos podem apertar-se nos cantos, dobrar-se e tudo o mais. Sendo uma área bastante sensível dos seus corpos, os gatos  evitam assim frequentemente comer das suas taças, uma vez que as mesmas lhes podem causar desconforto e dor. Essa é uma das razões que os leva a tirar a comida para o chão com as patas. Se bem que acredito que muitas vezes o façam apenas por aborrecimento.

 

  O meu stress dos bigodes é social. Comer junto de pessoas também me causa desconforto, mas porque quase ninguém tem maneiras à mesa. No trabalho existe um refeitório. À hora de almoço, como é natural, está sempre cheio. Cheio de pessoas que comem ao mesmo tempo que falam, de boca cheia, cuspindo aos poucos a comida para cima de quem estiver à sua frente, variando a velocidade do cuspo com o quão empolgadas as pessoas estiverem na conversa. A mim os meus pais sempre disseram para não falar de boca cheia. Aparentemente essa mensagem não foi recebida por quase e ninguém. E ao contrário do que se pensa, não é uma questão de formação. Não falta lá gente mestrada a cuspir comida na hora de almoço. Há também os copos com bebidas que se bebem tendo a boca cheia, e cujas bordas ficam todas gordurosas, às vezes até com um pouquito da carne picada que se está a comer. Nessas situações, quando reparam, há quem rode o copo e beba por ali para tirar a comida, muitas vezes lambendo a gordura. Também há quem lá vá limpar diretamente com os dedos que depois limpa disfarçadamente às calças.

 

  E é assim. Tal como os gatos evitam comer da taça, eu evito comer no refeitório.

Mesa

Dizem os entendidos que dois pontos fazem uma linha. Juntando um terceiro ponto que não se encontre nessa linha temos um plano. Por isso é que as mesas de três pernas não caem ao chão. Porque o chão é plano.

 - Num livro de matemática do 10º ano

Ainda sobre a questão da gasolina

  Na quinta-feira enchi o depósito e no fim-de-semana andei a passear um pouco pelo centro do país. Não vi um único sítio onde uma pessoa não se pudesse abastecer. Eu não vi quaisquer notícias nem percebi ao certo o que se passou. A única coisa que eu vi, foi que pelo menos por onde andei não havia qualquer falta de combustíveis, no entanto os preços deles, esses sim, aumentaram consideravelmente...

O verdadeiro apocalipse

  Tenho vindo a ganhar cada vez mais o gosto pelo mar, pelo som da rebentação das ondas, pela maresia. Vivendo longe da praia, tendo um fim-de-semana livre sabe bem percorrer a quantidade de quilómetros absurda que nos separa, nem que seja quase só para cumprimentar as gaivotas e vir embora.

 

  No fim-de-semana passado fui pela primeira vez até à Marinha Grande e à praia de São Pedro de Moel. Descobri que ao longo dos quilómetros que separam os dois sítios, à beira da estrada existe uma ciclo via onde ainda se viram algumas pessoas a passear, e que há-de ser agradável percorrer um dias destes. Também ao longo da gigantesca maioria do caminho não se vê uma única árvore que se tenha safado de um grande incêndio em 2017. No entanto não estamos a falar de árvores comuns, mas sim daquilo que aparentemente era um símbolo da região, do qual aqui e ali vemos umas quantas placas informativas. Mandado plantar inicialmente no séc XIII por D. Afonso III, do "Pinhal d'El Rei" pouco sobra e na minha cabeça pessimista imagino que, não havendo algum tipo de reflorestação, aquilo daqui a alguns anos há-de parecer um deserto.

 

  Chegando à praia, presumo que devido à altura do ano, estava tudo muito parado. Levou-se almoço de casa, que se saboreou no meio da areia. Não são poucos os cantos e caminhos que parecem velhos e meio abandonados. Talvez sejam limpos no Verão. No entanto o que mais me saltou à vista, e que eu não reparei imediatamente, é que a areia está cheia de lixo, mais especificamente pequenos pedaços de plástico espalhados por todo o lado, trazidos pelo mar.

A minha gata foi ao médico

  No mundo, quando se precisa de algo, é necessário ou ter hora marcada, ou esperar em filas. A forma como somos chamados varia de sítio para sítio. Num supermercado para pedir umas gramas de queijo chamam-nos pelo número da senha, já no hospital chamam-nos pelo nome. Achei um pouco bizarro que ao levar a gata ao veterinário tenham chamado pelo nome dela.

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