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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Na estrada

   Era uma vez um casal que comprou um carrito já velho. Era uma vez um casal sem grande, ou melhor, com nenhuma experiência no que toca a carros. Era uma vez um cabo de embraiagem que rebentou.

   Só se queria um domingo de férias e, como se vive longe do mar, lá se foi a uma dessas praias fluviais onde se chapinha um pouco. Tudo correu bem até à viagem de volta a casa onde, uma meia dúzia de quilómetros depois e no meio do nada, soa um baque relativamente forte e o rapaz que conduzia nota que a embraiagem fica presa no fundo. De alguma forma e durante um par de minutos ainda se conseguiram pôr mudanças à trator mas a festa acabou quando se chegou a uma subida inclinada.

   Resultado? Lá tiveram de chamar o reboque e mandar o carro para a oficina do intermarché pois é a única que está aberta num domingo. O que os deixou aparvalhados foi o facto do homem do reboque pôr o carro a funcionar com toda a facilidade e metê-lo em cima do reboque. O rapaz sem experiência em condução perguntou ao homem como é que ele tinha feito aquilo e teve como resposta um labrego “Você não consegue, mas eu podia levar o carro até ao Porto se quisesse, você é que não consegue”. Tal resposta ficou atravancada nas cabeças do casal. Só mais tarde, falando com alguém mais experiente lhes foi dito que acelerando a fundo se consegue por fim engatar a primeira. E assim se gastam fichas do seguro sem necessidade. A falta de experiência...

Isabel Alvarez De Toledo - A Base

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  A Base é um livro com implicações políticas que foi escrito, pelo que percebi pois não pesquisei muito, como uma espécie de protesto contra reformas sociais impostas em Espanha no pós-segunda-guerra. Aqui vou ignorar isso tudo e falar apenas do que, para aqui e para mim, interessa: o texto em si.

  Não é um livro muito bem escrito por ser um bastante confuso no início. A autora salta entre personagens passando apenas uma ou duas páginas com cada uma, e para mim só quase a meio é que as coisas começaram a fazer sentido.

  A Base conta a história de uma aldeia na Andaluzia que se vê a mãos com gente estrangeira (inicialmente na sua maioria americanos) que ali vão fazer investimentos. O livro trata de uma altura de modernização, do fim da economia familiar, e, principalmente, sobre as pessoas que antes ali iam vivendo as suas vidas e a quem de repente expropriam as terras em troca de uma pequena quantia de dinheiro e a promessa de dar trabalho a essas mesmas pessoas. Prostituição e outros "vícios", tratamento abusivo de trabalhadores e corrupção são alguns dos focos da autora neste pequeno livro, todo ele escrito num tom de revolta, sobre as vidas daqueles que não têm outro remédio se não ficar para trás no progresso.

Quando o Cuco Chama - Robert Galbraith

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  Foi já há algum tempo que soube que Robert Galbraith é um pseudónimo de JK Rowling, a autora de Harry Potter. E tendo em conta que essa série é possivelmente a minha favorita de todos os tempos, estava bastante curioso para ler este livro. Já para não falar na capa incorrigivelmente cool.

 

  Quando o Cuco Chama é um policial puro, o que por incrível que possa parecer, em certa medida, nem é muito afastado daquilo que na essência os livros de Harry Potter eram: mistérios em que se andava à procura de um culpado. Saltando para a história deste livro, “Cuco” é a alcunha de uma modelo que morre e, enquanto toda a gente pensa que é suicídio, o irmão dela acaba por contratar os serviços de Cormoran Strike, detetive privado e personagem principal do livro, pois pensa tratar-se de homicídio. Não é nada de ridiculamente original mas isso é mesmo algo que faz parte deste género literário portanto não se podem retirar “pontos” por isso. O livro segue então o detetive e a sua assistente, Robin, enquanto vão falando com testemunhas e procurando pistas.

 

  Uma das minhas perguntas de partida ao pegar no livro era: “Será que se nota que é a mesma autora?” Para ter a resposta afirmativa a essa pergunta basta ler o primeiro parágrafo. Esta senhora é dos melhores escritores que já tive o prazer de ler. Das palavras saem imagens ridiculamente nítidas das pessoas, situações e locais. Os diálogos são fantásticos, nem informação a mais nem a menos, e ela consegue “escrever” sotaques como ninguém, o que é raro, normalmente ‘soa’ sempre mal. Surpreendente também, é a quantidade de comédia que há neste livro. Nada de risadas de boca cheia, afinal é um policial, mas sim humor situacional. Especialmente entre as duas personagens principais, Strike e Robin, que estão os dois incrivelmente bem escritos. Strike é um ex-militar que perdeu parte de uma perna na guerra e que, como tal, coxeia durante o livro todo, o que lhe dá um ar bastante cool, diga-se de passagem. Robin é uma recém-chegada à cidade que, antes de conseguir encontrar um “trabalho a sério”, está numa empresa de trabalho temporário e acaba por gostar mais de trabalhar para um detetive privado do que estava à espera.

 

  JK Rowling escreveu então mais um livro fenomenal. E esta saga já conta com outros dois livros que não posso esperar para ler!

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