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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Um símbolo de perseverança

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   Por alguma razão – desenhos animados – a cultura japonesa está bastante em voga nos dias que correm entre o público mais jovem, chegando ao ponto de existirem várias convenções/eventos focados nessa cultura pelo país fora.

   No passado sábado, 21, um dia de estranho calor após uns quantos de temperaturas mais baixas e até alguns pingos de água que certamente vieram ajudar com os incêndios que por aí, como dizem, lavravam, subi eu para o autocarro da rede expressos para ir até ao porto, e depois tornar a apanhar um outro autocarro, este gratuito, até ao pavilhão multiusos de Gondomar onde estava a decorrer uma dessas convenções, de nome Iberanime, que desde 2010 conta já com mais de uma dúzia de eventos. Já no Porto e a caminho viram-se logo umas quantas pessoas mascaradas – aka cosplay – de personagens de desenhos animados e jogos. A mim que não sou grande apreciador da coisa e estou bastante à parte da moda e da cultura em si, parece-me tudo um pouco estranho, mas “ok, vamos ver o que lá há”.

   Muita coisa para vender, algumas coisas para ver e poucas coisas para fazer, talvez por eu ser um tonhó visto as pessoas parecem todas ocupadas mas pronto. Posso dizer que comprei uma dúzia de castanhas e que nenhuma delas tinha bicho o que por si só já é bastante positivo!

 

   Pois bem. Lá andava eu meio perdido pelo pavilhão quando uma moça vestida com o que eu presumo seja um kimono azul, branco e com uns padrões estranhos, me chamou a uma ‘barraca’ pertencente à embaixada do Japão, que contava com a presença da própria embaixadora, para pintar um pequeno boneco de nome Okiagari Toboshi, cuja imagem podem ver acima. Tradicionalmente pinta-se é apenas o cabelo, a cara e parte de baixo (basta procurarem no Google para verem). O boneco em si é feito em paper-maché e a pintura, naquele caso, estava a ser feita com tintas de acrílico, sendo os traços mais finos da expressão facial pintados com tinta-da-china e um pincel mais fino. Confesso que não estava a perceber o que ali se passava até ver um cartaz com o nome do boneco e a explicação que era um símbolo japonês que representa perseverança e força pois a cintura do “Jaquim”, – como a minha Maria ternamente lhe chamou – sendo mais grossa que a cabeça, faz com que, mesmo empurrando o dito, ele balance voltando sempre à posição original. Quem ali passava não o fazia sem dar então um empurrãozito a algum Jaquim desgraçado que logo se levantava.

   O Okiagari Koboshi, no Japão, para além de ser uma das lembranças mais compradas por turistas, é também um amuleto de boa sorte que muita gente guarda em casa. Ou eu não consegui encontrar ou a criação do boneco não é atribuída a ninguém em específico, mas existe desde o século 14 e possivelmente antes disso uma vez que parece ter sido inspirado num outro boneco chinês com as mesmas características, que nunca cai. A versão Japonesa altera apenas um pouco a forma e parece ter transformado a sua pintura, em si, numa espécie de arte.

 

   Confesso que gostei bastante destes “pequenos príncipes que sempre se levantam” (segundo a tradução da wikipedia) e que por esta altura a minha Maria já tem, numa estante, meia dúzia deles. Agora vamos ver se sempre trazem alguma sorte e se melhores dias, no geral, virão. Esperemos que sim.

Irving Wallace - O Cavalheiro de Domingo

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  Ao ler Irving Wallace numa coisa repara-se, se é que faz sentido, ele escreve como a "nossa" professora de português gostaria que escrevêssemos. Há algo de muito correto na estrutura da escrita em si que não é muito normal, e raios partam se no caso dele as palavras não são mais fortes por isso. Aqui percebi porquê, Irving Wallace trabalhou a escrever artigos para jornais e revistas durante mais de quinze anos antes de escrever romances.

  Este livro é composto por vários artigos escritos por Wallace, alguns dos quais nunca publicados, ou nunca vendidos ou por decisões dos jornais, outros que foram cortados e aparecem aqui na totalidade pela primeira vez, e ainda outros que foram publicados tal e qual estão.

 

  Ao todo são vinte artigos, alguns dos quais se focam em histórias de alguma forma relacionadas com a segunda guerra mundial, ou com pessoas que estiveram envolvidas na mesma, (altura em que Wallace trabalhou e esteve no exército), como "Os Mutilados", que fala sobre desenvolvimentos que estavam a ser feitos em próteses no hospital Lawson (Georgia) para aqueles que vinham da guerra...mutilados, "O Magnate", sobre Alfried Krup, um dos homens mais ricos do mundo que produziu armas para a Alemanha, sendo preso após a guerra e libertado pouco depois disso, continuando os seus negócios, e "As Sete Celas Secretas" em que Wallace retrata a prisão de Spandau na Alamanha, construida para albergar 132 prisioneiros, apesar de ter apenas 7, todos eles homens topo do regime nazi julgados no tribunal de Nuremberga.

  Outros artigos falam sobre os desenvolvimentos feitos em psiquiatria, nomeadamente a lobotomia pré-frontal que fora concebida por - para minha surpresa - o nosso Egas Moniz que por ela ganhou um prémio Nobel, sobre a marca de carros Rolls Royce, sobre o expresso do oriente e sobre as gueixas japonesas.

  Entre os que mais gostei estão sem dúvida "O Incrível Dr. Bell", sobre um médico de nome Joseph Bell, que foi professor de Arthur Conan Doyle e cujo poder de observação inspirou a personagem de Sherlock Holmes, "A Coluna Da Agonia" sobre as páginas de anúncios pessoais do jornal Times de Londres e "O Detetive dos Santos" onde se explica o processo de canonização católico e os esforços de um padre, de nome O'Brien, que passou anos a investigar um outro padre, Junipero Serra, que era candidado a se tornar santo. Procurando no google vi que foi apenas em 2015 que tal aconteceu.

 

  No final de cada artigo Irving Wallace acrescentou um "O que aconteceu depois" onde vai ver o que foi feito, ou dele, ou das pessoas ou sítios ou coisas relatadas, entre o momento em que inicialmente escreveu os artigos e a publicação deste livro, em 1966. Ao todo são umas boas 600 páginas e é garantido que há algo para toda a gente.

Qebra-Cabeças: A corrida dos cem metros

  O Amilcar, o Bento e o Carlos são atletas amadores com tempos muito diferentes.

  Bento e Carlos chegam à meta ao mesmo tempo se Bento parte com 20 metros de avanço. Amilcar e Carlos chegam à meta ao mesmo tempo se Amilcar parte com 25 metros de avanço.

  Bento e Carlos querem correr sozinhos de forma a chegarem à meta ao mesmo tempo. A que distância devem começar um do outro?

 

  Encontrei isto no outro dia e gostei. Mais difícil do que parece. Resposta nos comentários.

Sebastian Faulks - 007 A Essência do Mal

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  Quem diria que há livros de 007? Até há pouco tempo pensava que James Bond existia apenas em filmes, ignorância minha, eu sei, e foi com grande surpresa que vi este livro à venda numa feira por aí. Casino Royale foi o primeiro dos livros, lançado em 1953, bem antes de qualquer filme, escrito por Ian Fleming que publicou mais de uma dúzia de títulos com o espião. Em rápidas pesquisas pela internet parece haver consenso em como este autor, até agora desconhecido para mim, era uma besta, no bom sentido da palavra, sendo largamente elogiado por…basicamente todos os que o lêem. Depois dele já vários autores escreveram aventuras com James Bond e até aos dias de hoje os filmes continuam a ser lançados e a ter grande sucesso. Filmes esses que, pelo que percebi, pouco se baseiam nos livros.

  O último autor a pegar na conhecida personagem foi Sebastian Faulks que, em 2008, lançou este “A Essência do Mal”. Passa-se na altura da guerra fria e tem tudo aquilo que se pode esperar de uma história de James Bond. A mulher mistério com quem Bond, James Bond se envolve; a personagem que toda a gente conhece como “M” que nos livros é um homem e não uma mulher, ou pelo menos neste livro assim é; o “mau da fita” com planos diabólicos para conquistar e/ou destruir coisas, de nome Dr Gorner que tem uma deformação numa das mãos e o seu braço direito Chagrin que foi vítima de experiências científicas que o transformaram numa espécie de criança sem consciência. . O livro está exemplarmente bem escrito, com um ritmo rápido sem descuidar pormenores ou caracterização de qualquer uma das personagens, personagens essas que são bem interessantes apesar da fórmula já conhecida.

  A Essência do Mal foi, para mim, uma grande surpresa e vai ser com grande curiosidade que irei pegar em mais livros de 007, ou do próprio Sebastian Faulks, ou do original Ian Fleming.

mother! - Darren Aronofsky

  Foi antes do fim-de-semana passado que vi o filme “mother!” de Darren Aronofsky e desde então que queria escrever um post. O problema principal em falar deste filme em específico é que, apenas pelo trailer, não se fica propriamente a saber do que trata, mas comecemos por aí: Ao contrário do que possa parecer, não é um filme de terror. Tem uma atmosfera um pouco arrepiante e em partes fica até bastante violento, mas não, não é terror. A julgar pelo trailer parece mais um filme que toca o assunto de alguém a invadir a nossa casa…eh…é um pouco por aí, num sentido figurativo.

  “mother!” que por alguma razão tem aquele ponto de exclamação e o m minúsculo é uma alegoria sobre o ser humano carregada de referências religiosas que, de alguma maneira, foge à típica pseudo intectualice que se pode esperar com estes temas.

  Como não sabia bem o que dizer sobre este filme fiz o que as pessoas sem originalidade fazem e pesquisei pelas internets o que outros já tinham dito. Desde análises do filme, a interpretações sobre a simbologia (que é bastante simples penso eu e não é necessária grande explicação) até uma pessoa falar durante 5 minutos num vídeo sobre o quão bom era que um filme assim estivesse nos “cinemas de shopping”, não encontrei algo que acrescentasse ao filme. A verdade é que é daqueles que é necessário ver, experimentar, se gostam tudo bem, se não gostam, olhem, dinheiro desperdiçado. Eu cá gostei bastante e sem dúvida que recomendo o filme. Vejam enquanto podem!

Dia de eleições

  Acorda uma pessoa cedo num domingo sem grande coisa para fazer. Pouco passa das oito horas. "Vou lá abaixo votar". Pelo caminho cruzo-me com um grupo de jovens bêbedos com cervejas na mão que vinham da discoteca.

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