Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Horários de trabalho (Rush - Working Man)

  No que toca a turnos de trabalho, para mim, o pior de todos é o da tarde. Digamos começar a trabalhar entre as 13 e as 16  e sair entre as 22 e a 1. Ao entrar de manhã acaba-se o dia de trabalho, ainda jantamos e passamos o serão em casa. Ao trabalhar à noite, quase se pode aplicar o mesmo mas ao contrário, não sei, a gestão do tempo em si não é muito diferente. No entanto o turno da tarde? Esse é sem dúvida o pior. Uma pessoa acorda a meio da manhã, está algum tempo a engonhar, vai trabalhar, sai do trabalho chega-se a casa já demasiado tarde, engonha-se mais um pouco e cama.

  No turno da tarde fica-se com a impressão de que não se faz mais nada da vida se não trabalhar, o que não acontece, ou pelo menos não acontece tanto, em outros horários. Esta música é para esses dias maçantes em que se fica a remoer a passagem do tempo com a impressão ou a certeza de que não se tem vida para além do trabalho, seja lá qual for o emprego ou o horário em si:

Lilo e Stitch - Dean DeBlois e Chris Sanders

lilostitch.jpg

  Curiosamente nunca tinha visto este filme. Saiu-me bem melhor do que estava à espera.

  Lilo e Stitch, e vamos começar esquecendo a parte do Stitch, conta a história de duas irmãs órfãs que vivem no Havai (ou Hawaii se preferirem), de nomes Lilo, claro está, a mais nova, e Nani, a mais velha que luta para manter a custódia de Lilo. Aqui o filme ganha pontos extra por ir mostrando como Nani se vê à rasca para encontrar trabalho e como quase todos os trabalhos do sítio andam à volta de turismo, sendo dada uma certa conotaçao negativa a tal.

 

  No entanto não é com isto que se começa o filme. Durante cerca de dez minutos e antes de chegarmos ao Havai, temos toda uma cena onde nos são dados a conhecer aliens, todos envoltos em burocracias, regulamentos e ideias tontas. Em particular são-nos dados a conhecer Pleakly, um cientista “especializado” no planeta terra, e o doutor Jumba que no início do filme é julgado em tribunal (galáctico) por manipulações genéticas ilegais que levaram à criação de uma forma de vida aberrante cujo único objetivo é a destruição de tudo, chamada apenas de “experiência 626”. Essa experiência acaba por ir parar ao Hawaii e à companhia de Lilo que lhe dá o nome de Stitch, e com ela aprende o significado de família, união e, de certa forma, bondade porque afinal este é um filme da Disney.

 

  Estava à espera que este filme fosse uma espécie de musical e, como não sou lá grande fã desses, tive aqui uma agradável surpresa. É um filme bastante bonito que recomendo a todos, incluindo àqueles que não o viram quando eram mais novos.

The Cranberries - Stars

Para o dia dos namorados: I love you just the way you are

 Letra:

The stars are bright tonight
And I am walking nowhere
I guess I will be alright
Desire gets you nowhere

And you are always right
And my, you are so perfect


Take you as you are

I'll have you as you are
I'll take you as you are


I love you just the way you are
I'll have you just the way you are
I'll take you just the way you are
Does anyone love the way they are?


The stars are bright tonight
A distance is between us
And I will be okay
The worst I've ever seen us
Still I have my weaknesses
Still I have my strengths
And still I have my ugliness
But I..

I love you just the way you are
I'll have you just the way you are
I'll take you just the way you are
Does anyone love the way they are?
Star, star...

Cheios de estilo

  Nunca consegui compreender esta coisa de “ter estilo”. No meio de uma conversa sobre moda e roupa e sei lá mais o quê, já há algum tempo atrás, um colega disse-me o seguinte: “Bem, se há alguém que não se preocupa com este tipo de coisas és tu.” Aí está algo dito só para envergonhar, fazer os outros sentirem-se mal e baixar-lhes bastante a auto-estima.

 

  Nunca estive na moda, nunca fui cool, nunca me soube pentear ou vestir de forma cool, de forma a gerar elogios de outra pessoa que não a minha Maria. Estilo e moda sempre me passaram ao lado, como pessoas desconhecidas que vemos pelo canto do olho na rua fazendo algo que não conseguimos perceber; são áreas nas quais nunca tiraria um “excelente”, mas não quer dizer que não queira, não me importe ou não tente.

 

  Nunca consegui compreender esta coisa de “ter estilo”. Há quem vista um par de calças e uma t-shirt lisa e fica logo com um look de invejar, já eu quando o faço pareço um vagabundo. Mas que raio? Como é que outros conseguem? O meu corpo é deficiente de uma forma que não consigo compreender? Ou será que simplesmente não passo tempo suficiente a tentar ter uma aparência cool? Ou será por comprar apenas a roupa mais barata que se arranja e apenas uma peça de ano a ano se tanto? Porque afinal a roupa é cara, mas viver também é caro e uma pessoa tem de se sustentar. Bem, mas isso não será, porque não falta para aí gente cool com roupa velha…que de alguma forma fica com look "vintage" enquanto eu fico com um look abandalhado.

 

  A ciência de bem-parecer, está visto, é algo que nunca vou compreender apesar de até já ter pesquisado diversas vezes o assunto e seguido dicas disto e daquilo. Os outros reparam, olham para a aparência, literalmente de cima a baixo e de baixo a cima. Infelizmente no meu caso a única coisa que comentam depois de olhar é “bem, se há alguém que não se preocupa com este tipo de coisas és tu”, apesar de me preocupar e apesar de tentar. E que posso eu responder verbalmente que acompanhe o misto de sentimentos negativos que acompanha um comentário desses? Não sei. Enfim, não compreendo esta coisa de “ter estilo”.

Supernanny cancelada

  Aparentemente a supernanny foi cancelada? Bem, eu sei que este post vem com semanas de atraso mas … Vou apenas dizer que me parece um conceito bastante interessante para um programa de televisão, especialmente tendo em conta o tipo de programas que se vê nos dias de hoje.

 

  Este supernanny (e muitos outros similares para todos os efeitos) já foi recriado e transmitido em mais de duas dúzias de países e canais tendo sido cancelado desta forma apenas em Portugal - pelo menos de acordo com os resultados da pesquisa que fiz no google, dos quais li apenas os cabeçalhos. Parece que é um grande problema filmar crianças nestes preparos e até a comissão de proteção de menores se meteu ao barulho - mas só aqui, só no nosso grande país, se calhar nos outros as crianças são abusadas e mal tratadas e não há ninguém que queira saber delas... Entretanto noutros países já passaram uma carrada de temporadas sem este barulho todo e sem que os canais se vejam obrigados a alterar a programação. Pondo a questão dos direitos das crianças de lado, porque não me parece que seja esse o cerne da polémica mas apenas o meio (seja ele correto ou não) usado para cancelar o programa, qual é o problema do nosso país? Sim, porque aparentemente só no nosso país é que se levantam questões tolas sobre programas tolos de tv. Somos assim tão pequenos, é isso? Estão a pôr o dedo numa das feridas, é? Muito sensíveis, os portugueses? … Pelo menos, e digo-o baseado na experiência  tanto enquanto pessoa que trabalhou em atendimento, como enquanto pessoa que necessita de serviços, mal educados e rudes os portugueses são, e não as crianças, mas sim os adultos. Gente bem vestida, com cabelo e/ou barba e/ou unhas todas bem arranjadas mas que não sabem falar e que cospem no chão de lojas e supermercados pensando que ninguém os está a ver.

 

  O que me fez confusão foi a sic cancelar o programa. Afinal com esta publicidade toda à sua volta, aos domingos certamente ninguém estaria a ver outros canais, nem que fosse para falar do programa no dia seguinte no trabalho. Parece é que isto já passou por tribunais. que inicialmente foi decidido que os intervenientes deveriam ter as identidades protegidas por desfocos e filtros, mas agora a sic não pode mesmo transmitir nada. Bem, pode ser que levem uma indeminização e já não vão mal…e a meu ver merecida porque isto não tem jeito nenhum.

Segundo dia de aulas

  Depois de uma noite bem dormida, já com as pilhas recarregadas após o primeiro dia, Ana pôs-se em marcha para o segundo dia de aulas.

  A porta da sala estava aberta e, quando o professor chegou, já alguns alunos estavam sentados. Um a um os lugares foram-se ocupando, e foi já com quinze minutos de atraso que entrou uma senhora de camisola azul e decidiu começar aos gritos porque outra pessoa estava sentada no lugar dela, apesar de haver vários livres. Estando antes a sala sossegada levantou-se então uma barulhenta discussão sobre os lugares que cada um deveria ocupar. A senhora que começou a festa fez birra e foi sentar-se na mesa do professor que se encontrava de pé. Este, por sua vez, sentou-se numa cadeira vazia e disse “então senhora Maria, o que é vamos aprender hoje?”. A senhora da camisola azul saiu então da sala envergonhada e foi prender o burro para outro sítio. Não voltou a aparecer nesse dia. No terceiro dia de aulas mostrou a cara só à tarde justificando a falta em metade do dia com uma ida à cabeleireira...

Dedos partidos e pugilismo

matt-306160_640.png

   Tirando a pouca e romanticizada informação que tirei de alguns filmes que vão saindo, pouco ou nada sei sobre Box (ou, para aqueles que atrofiam com tudo o que sejam palavras inglesas, pugilismo). Aliás, sei uma trivialidade insignificante sobre o porquê de se usarem luvas: é para os boxers protegerem as mãos. Faz sentido, certo?

 

  Pelos vistos o Box já existe desde a Grécia Antiga, mas foi com alguma curiosidade que, num livro que li recentemente, vi uma referência a um tal de 9º Marquês de Queenberry que, aparentemente, estabeleceu as regras do box moderno. Logo para começar o nome é enganador, pois o marquês só emprestou o título a um outro senhor, John Graham Chambers, o verdadeiro fã do desporto que queria regulamentar a coisa. Antes destas regras a maioria das lutas de box, que segundo o conhecimento infinito da wikipedia sempre se realizaram no reino unido, eram maioritariamente ilegais.

 

  Voltando à curiosidade acima, acerca das luvas de box, foi em 1865, com as regras do marquês, que passaram a ser obrigatórias e, para minha surpresa, as utilizadas nos dias de hoje aumentam o risco de danos cerebrais e lesões no adversário, ao mesmo tempo que protegem as mãos. Não é que eu alguma vez tenha pensado nisso, mas tinha a impressão que seria ao contrário, que as luvas protegeriam a cabeça e não as mãos. Muito estúpido da minha parte, eu sei. Afinal as mãos são compostas por mais de 20 ossos e uma data de articulações que nos permitem realizar os mais variados e graciosos movimentos, desde arremessar uma pedra, a escrever num computador, a algo mais pormenorizado como fazer crochê ou realizar uma cirurgia; já o crânio? Basicamente um osso gigante para proteger o cérebro. As coitadas das mãos não têm hipótese: dedos partidos por todo o lado se não se usarem luvas. E nos filmes parece tão fácil...

 

  Nas regras do marquês de Queensberry ficaram também definidas uma série de outras regras, desde o tamanho do ringue à proibição de sapatos e botas, passando por uma data de pontos que ajudam a definir o vencedor de um combate e algumas regras mais específicas. A mais curiosa é não deixar os pugilistas brigarem ou abraçarem-se. Como é óbvio não se trata de um abraço amoroso, eles não podem, sim, estar muito juntos um do outro, porque afinal há aqui regras e forma, e não podem andar a puxar cabelo e a dar palmadas que nem garotos da primária.

 

  E assim, no século 19, com regras comportamentais, de etiqueta, e de segurança, se estabeleceu um novo desporto cujo episódio mais conhecido certamente foi um Tyson a morder a orelha a um Holyfield. Óbvio que foi desqualificado, pois se não se podem abraçar certamente não podem andar nos mordiscanços.

Ian Watson - O Livro do RIo

CAM00839.jpg

“E assim o Blue Guitarprosseguiu na direcção do meu local de encontro com a cabeça da lagarta – enquanto, a trezentas léguas de distância, tinha começado uma guerra.”

 

  Que se pode dizer sobre o Livro do Rio? É aborrecido, maçante, um tanto cansativo e não está lá muito bem escrito. Introduz trinta personagens que parecem pouco mais que nevoeiro, não passamos tempo suficiente com elas e confundi-mo-las quase todas. A história passa também por um bom número de cidades, cada uma delas descrita com particularidades próprias, mas o problema é o mesmo e, a não ser que leia segunda vez, confunde-se tudo. Ou talvez eu não estivesse a ler com a devida atenção porque, afinal, como comecei por dizer, achei o livro um pouco aborrecido. Não é muito grande, no entanto demorei bastante tempo a lê-lo (e mais ainda a fazer este post). Está cheio de palavras rebuscadas que não conheço e que, confesso, na maior parte dos casos, nem me dei ao trabalho de procurar no dicionário porque só queria despachar o livro.

 

  Mas se é assim, porque o li eu até ao fim? Curiosidade e interesse no mundo que o autor, Ian Watson, aqui criou. O livro está escrito na primeira pessoa e é com os olhos da personagem principal, de nome Yaleen, que vemos este…bem, eu não se é suposto ser um vale ou…enfim, chamemos-lhe porção de terra habitada por seres humanos. Esta porção de terra está dividida por um rio de uma largura absurda no centro do qual passa a “corrente negra”. A corrente negra não é apenas uma nhaca viscosa e preta que passa no centro do rio, mas sim um organismo, uma entidade, uma espécie de bicho, um ser que por alguma razão não deixa ninguém atravessar o rio e só deixa os homens passear por água uma vez na vida. Yaleen vive do lado oriental desta corrente, onde, ao longo do rio, se desenvolveram cidades economicamente prósperas que usam os barcos de transporte da “guilda do rio” – onde a protagonista trabalha – para as suas trocas, vendas e compras de mercadorias. Numa dessas cidades há uma data de gente curiosa em saber o que está do outro lado do rio, do lado ocidental, e começam a construir telescópios. A certa altura descobrem, lá bem longe, uma aldeia onde todos se vestem de preto e queimam mulheres vivas. A nossa protagonista acaba, por vontade da corrente negra, a ir passar algum tempo ao outro lado do rio (note-se que, de acordo com o que sabemos, é a segunda pessoa a alguma vez conseguir atravessar porque a corrente negra literalmente afoga todos os que tentam) para descobrir uma cultura machista e, diga-se de passagem, fanaticamente religiosa. Eventualmente é mais ou menos revelado o que é a corrente, a espécie de bicho viscoso com milhares de metros lá começa a mover-se, as duas civilizações entram em guerra, há algumas divagações e conversas sobre a origem da vida, e cabe a Yaleen resolver toda esta trapalhada.

 

  E por isto é que eu adiei este post: porque esta maradice não soa muito bem e posso dizer que é bem melhor e mais bem estruturado do que talvez possa parecer. No fim de contas livros como este, independentemente do quanto eu tenha ou não gostado, são bons exemplos das viagens e dos mundos que se podem criar e mostrar através de literatura, pois essas páginas que estão por baixo dessa capa azul não funcionariam em nenhum outro tipo de meio e/ou adaptação. Ou pelo menos eu não vejo como funcionariam...

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Blogues

Youtube

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Mensagens