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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

C.S. Lewis - Para Além do Planeta Silencioso

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  Aparentemente este livro é o primeiro de uma trilogia, se bem que não vejo como possa vir algo mais. O final foi bem decisivo, algo que por vezes é bom, por vezes nem tanto. Aqui até gostei, o autor fez aquela coisa de adicionar numa espécie de posfácio excertos de uma carta que o próprio Ransom, personagem principal do livro, lhe teria enviado. Enfim, dá um certo charme à coisa, um certo toque de realismo, e Lewis utilizou isso também para acrescentar um monte de referências e factos sobre o mundo que criou, o planeta para onde Ransom é levado à força, que já bem adiantados no livro nos é confirmado ser Marte, aqui chamado de Malacandra.

 

  Não é propriamente o planeta vermelho que se conhece nas aulas de ciências. C.S. Lewis não se foca muito na ficção científica em si, não só na descrição do próprio planeta, como em muitos outros aspetos, especialmente em informação do espaço e da nave que leva as personagens até lá. Mas quando se chega… Foi criado todo um mundo, populado por três espécies inteligentes, cada uma com sua história. O livro é uma espécie de alegoria com comentários sociais e religiosos que por vezes deveriam ser menos óbvios. Acho que o autor se focou, por vezes, demasiado em coisas que…enfim, pelo menos a mim não me interessam muito como a linguagem das espécies que habitam Malacandra, o que até é natural uma vez que a personagem principal é filóloga (palavra que eu não conhecia), e também se foca demasiado em descrever as várias paisagens do globo Malacandriano. Qualquer secção de qualquer livro onde se alonguem ao descrever uma cidade ou um terreno, ou uma sala, ou objetos do dia-a-dia, depressa perde o meu interesse e, apesar deste não ser de todo um livro grande, durante partes tive de me forçar a ler. Enfim, eu pessoalmente reescreveria ou cortaria partes, mas no geral foi um livro interessante.

 

  Fica também a curiosidade: no álbum "Brave New World", da banda Iron Maiden,  consta uma música chamada "Out of the Silent Planet", inspirada pelo livro.

Pessoas nos empregos errados

...há muitas por aí. Ou por vezes não é a questão do emprego certo, podem simplesmente estar a ter um mau dia, afinal todos os temos, ou não lhes apetecer trabalhar, quiçá terem uma grande dor de cabeça, ou outras mil e uma situações. De uma forma ou de outra acho um pouco ridícula a pessoa que estando na biblioteca não faz a mais pequena ideia do "layout" do sítio e não sabe responder a nada.

  No outro dia estava eu num café e alguém questionou o empregado de mesa se tinham pastilhas sem açúcar, ao que o homem virou as costas ainda antes de responder e resmungou em voz alta "Sei lá eu se têm açúcar ou não. Nunca as provei!" E lá foi ele ignorando quem fez a pergunta.

  Exemplos estes talvez um pouco tolos. Especialmente nos serviços públicos (finanças principalmente por experiência própria) as pessoas parecem não estar a trabalhar nos sítios certos. Talvez por falta de vontade, talvez por cansaço, mas seja lá qual o for o motivo, irrita, e aquela do homem do café irritou-me.

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