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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Carol (2015) - Todd Haynes

carol-movie-poster.jpg  Para falar deste filme vou começar por algo que nada ou pouco tem a ver. Sarah Paulson, actriz que neste Carol tem uma pequena participação, deu cara, corpo e voz a uma das principais personagens da segunda temporada de American Horror Story, série que, para quem desconhece e tal como o nome indica, tende grandemente para o género de terror. Essa segunda temporada passava-se numa instituição mental, nos anos 60, na qual a personagem de Paulson se vê enclausurada por ser lésbica. A homossexualidade era considerada uma doença e por isso a moça é submetida a várias terapias, principalmente de aversão e electrochoques; hardcore stuff, bem ao jeito da série.

 

  Passando a este filme, também a sua personagem principal, Carol (interpretada por Cate Blanchet), é a certa altura acompanhada por um psiquiatra para tratar homossexualidade. Mas aqui não nos mostram que tipo de tratamento é feito, aliás, muito pouco nos é mostrado. Digamos que de tudo o que acontece ao longo da história do filme, apenas nos é transmitido um bocadinho, seja dos referidos tratamentos (dos quais apenas ouvimos uma pequena referência numa discussão, dois segundos de filme) ou de simples conversas e interacções entre as personagens. É o que não é dito e o que não é visto que torna este filme singular e bastante interessante pela subtileza da coisa. O melhor e maior elogio que posso aqui fazer não está relacionado com o enredo, a turbulenta história de amor entre Carol e Therese que se desenrola nos anos cinquenta, nem com o cast; o elogio vai, sim, para a direcção de fotografia pois há muito não via algo tão bem filmado.

 

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