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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Coco - Lee Unkrich, Adrian Molina

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  Quem cresceu com os filmes da Disney e talvez também os primeiros da Pixar, possivelmente mais que uma vez se sentiu frustrado com os desenhos animados que têm vindo a sair. Destes dois estúdios até se pode esperar algo relativamente bom mas no geral os filmes de animação…ok, não é que eu os veja sequer portanto quem sou eu para falar, mas “pinta”? Não têm nenhuma.

  A chegada deste filme, Coco, ao cinema não foi há muito tempo atrás, numa terra distante, mas sim recente, e pelo trailer também não dava grande coisa por ele. No entanto, após trinta piadas infantis com o título do filme e como já se viu o novo Star Wars (Vejam! Vejam! Vejam!), estando as pessoas numa de idas ao cinema, lá fui ver.

 

  Sabiam que as publicidades que passam no cinema, antes do filme começar, são diferentes nos filmes dos mais novos? Eu não... E lá estava eu sentado à espera a ver publicidade de brinquedos. Mas quem espera sempre alcança e o filme por fim lá começa. A primeira coisa que se nota desde logo é a qualidade da animação. Para quem não vê muito do género, como eu, é impressionante o estado das…coisas. Por exemplo quando tocam guitarra…tocam mesmo guitarra. Não abanam as mãos à frente do instrumento, sei lá, todos os movimentos, incluindo a vibração das cordas, estão lá. Mas o que irrita é o próprio design de tudo, das personagens, dos objetos, dos edifícios...porque é que é tudo arredondado? A sério, é tudo redondo, porquê? Para ser fofo? Não percebo, não gosto, é feio. Há-de haver certamente quem goste, não sei se esta é uma opinião popular, mas aí está ela. Outra coisa que também me incomoda é que, não interessa o quão séria uma determinada cena possa ser, e em alguns casos fillmes inteiros, com a disney pode-se esperar quase sempre alguma espécie de mascote a fazer palhaçadas e piadas que não metem graça nenhuma. No caso deste filme foi o cão...enfim. Não é que as mascotes sejam o problema, mas sim as suas palhaçadas.

 

  Em Coco conta-se a história de um garoto de nome Miguel, quarta geração de uma família matriarcal produtora de calçado que abomina música porque o trisavô abandonou a trisavó para seguir o sonho de tocar guitarra. Enfim, muitos sonhos a seguir, muitas dificuldades para os alcançar, alguma tolice no geral da história, da família, das tradições, que é sempre de se esperar. No dia dos mortos - feriado mexicano similar ao dia de todos os santos – Miguel fica amaldiçoado e vai parar ao…mundo dos mortos, onde as almas ficam enquanto houver memória delas na terra. Depois o que vem é a jornada de Miguel para conseguir regressar ao nosso mundo dentro dos seus próprios termos, na qual conhece a personagem mais interessante do filme, um homem de nome Hector, que de certa forma guia o nosso protagonista ao longo da história e mais tarde é peça central de uma grande reviravolta de que eu não estava à espera e que foi muito bem feita. De notar também vários pormenores interessantes como a existência de “bairros de lata" onde os que já pouco ou nada são recordados vivem. Porque parece que o além-vida pode ser tão injusto quanto a terra.

 

  No final das contas é um bom filme com bastante coração, que tanto parece faltar nas animações recentes e que deixará qualquer um com uma lágrima no canto do olho, incluindo eu.

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