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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Confianças e traições

  O facebook está entulhado de m**da. Acho especial piada ao conhecimento científico e às verdades irrefutáveis que são primeira e exclusivamente lá reveladas. Mas também há as dicas de alimentação com o que se deve e não deve comer, o que é pior e melhor, e, claro, aquilo que as pessoas bem sucedidas fazem. Muita coisa é publicada e partilhada por lá, todas elas com zero (ou próximo de zero) de interesse ou verdade, em especial estas.

  Como seria de esperar encontram-se ainda muitas dicas e regras em relacionamentos. É óbvio que os relacionamentos, o amor e a amizade não podiam ficar de fora. Aparentemente as pessoas que mais traem e encornam os parceiros são aquelas que:

1 - Passa muito tempo nas redes sociais

2 - Já traíram anteriormente

3 - Sejam bem sucedidas na vida

  Não posso dizer que discorde disso. O segundo ponto...enfim, nem vale a pena comentar por ser óbvio. O primeiro é bem visto e irónico, mas o certo é que hoje as pessoas conhecem-se mais na internet que na rua e lá marcam os encontros que haja para marcar. Quem desdenha quer comprar e, querendo comprar, que melhor sítio para se encontrar aquilo que se pretende que num sítio prontamente chamado de facebook? Já o terceiro ponto é mais curioso, mas não deixa de ter a sua verdade porque ao ser humano...enfim, nada basta. Há uns episódios de Friends em que uma das personagens namora com um milionário que, dando um pouco em louco, mete na cabeça que há-de ser campeão de luta livre sem ter a menor propensão para tal, mas enfim, não desiste da ideia dizendo que o único domínio que lhe falta conquistar na vida é o da força física.

  Quanto mais se tem mais se quer, mas quanto mais se precisa menos se tem. Identifico-me mais com personagens terra-a-terra que procurem companheirismo. Nunca tive uma vida familiar muito boa mas confesso que é algo que me encanta, nem que seja por não ter grande receio da morte, mas sim da solidão. No livro "A Caverna", Saramago dá-nos a conhecer a personagem de Cripriano Algor, um velho que, vendo-se em vias de sair da única casa onde residiu, procura agarrar-se ao que pode para não sair de lá, especificamente em Isaura Estudiosa, na qual vê alguém que pode tomar conta dele e, portanto, uma forma de não deixar as suas raízes. Essa ideia de amor agrada-me bem mais que qualquer outra e parece-me a mim ser a que mais propensão tem a não se desmembrar.

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