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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Despacha-te e espera

  …parece ser o lema em Portugal. Nunca foi famoso pela pontualidade e não sei como é em outros sítios, mas verdade seja dita que a falta de pontualidade me irrita bastante. Irrita, isto é, quando é por partes dos outros, porque eu não sou, nem de perto nem de longe, a pessoa mais pontual do mundo. Deixo-me dormir, faço mal as contas ao tempo, esqueço-me dos compromissos, atraso-me por isto, por aquilo, pelo outro: é a areia das gatas que tem de ser limpa, é a barba que tem de ser cortada, é alguma louça que está por lavar, é o computador que reclama demasiada atenção, são os sapatos que não aparecem, é a cabeça que se esquece onde pôs as chaves, mesmo tendo estado elas nas mãos há dois minutos. E tudo isso ao mesmo tempo e exatamente na altura em que se tem de sair de casa.

 

  Quando se trata de algo combinado entre conhecidos, apesar de aborrecidos, os atrasos por vezes até são aceitáveis. Mas é incompreensível quando se trata de algo profissional. “Olha, vem à entrevista às 11 em ponto”. Chega-se lá e, depois de uma hora à espera, aparece o entrevistador nas calmas com outra pessoa a falar e a rir, café numa mão, cigarro na outra e diz “é só mais dez minutos”. É a consulta marcada no dentista onde, se chegamos nós atrasados cinco minutos são capazes de se sair logo com um “não era àquela hora?!”, mas independentemente da hora a que se chega tem de se esperar meia hora, pelo menos, até sermos atendidos. E nem para fazer dinheiro as pessoas se despacham, como aquele vendedor do anúncio do olx, que combina às 7 da tarde, um pouco depois do trabalho para dar tempo para sabe lá deus o quê, e só aparece às 7:30 a caminhar vagarosamente e diz "era para lhe ter mandado uma mensagem mas...". Mas, mas , mas. Há mas, há meio-mas, há terços, quartos e quintos de mas. Mas é a palavra de ordem para justificar falta de pontualidade.

 

  Enfim, é assim pelo menos Portugal: despachem-se a chegar onde têm de chegar e preparem-se para esperar bastante quando lá chegarem.

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