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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Dirty Harry (A Fúria da Razão); 1971; Don Siegel

dharry.jpg  Não é incomum que em filmes e séries (especialmente americanos) alguém se saia como expressões do género "Don't go all Dirty Harry now" quando algum personagem perde as estribeiras. Já era altura de ver o filme que deu origem ao dizer.

  Os filmes mais orientados para o género de acção de hoje têm, na sua grande maioria, o defeito de serem rápidos de mais. Parece que é tudo feito às três pancadas: as câmaras não sabem estar quietas num sítio enquanto os actores fazem o seu trabalho, acabando por resultar por vezes em dores de cabeça, tanta volta a imagem dá, além de não se perceber metade do que se passa; não há calma, apenas efeitos especiais, truques de câmara e gente louca. Dirty Harry foi feito numa altura em que o cinema não andava à volta de "mais, maior e mais rápido". Quando se vê um filme mais antigo há que ter em conta o ano, a altura em que foi feito, há que, de uma forma ou de outra, esquecer o foi feito posteriormente - Tal aplica-se neste filme que foi um pioneiro do género.

  Passando ao filme em si, antes de mais, começo por dizer que Clint Eastwood é um verdadeiro badass à moda antiga, ou, como diriam os brasileiros porque nem sei que palavra se usa no português original, um durão. Ele interpreta o papel de Harry Callahan, um polícia frustrado, nos anos 70 em São Francisco. Nisto surge um assassino que se auto-denomina "The Scorpio", que ameaça matar umas quantas pessoas se não lhe for paga uma grande quantidade de dinheiro. O assassino é a definição geral, cinematograficamente falando, de louco, de psicótico - uma espécie de Joker nos anos 70 -  e isso está abusado a tal ponto que talvez seja a pior parte do filme. Harry Callahan é o detective chamado à cena do primeiro homicídio e desde logo se percebe que a personagem de Clint Eastwood se está bem nas tintas para os seus superiores, para as ordens que lhe são dadas ou para protocolos, preferindo sujar ele próprio as mãos.

  Um filme bastante bom para quem gostar destas coisas de polícias e ladrões. Tem pouco mais que uma hora e meia e vale bem a pena nem que seja pela grande prestação de Clint Eastwood.

 

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