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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Éden - Andrés Pascual

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     A falta de simplicidade é, sem dúvida, um dos maiores pecados da literatura. O livro é...giro...exótico...o que na gigante maioria das vezes corre mal. É uma espécie de polícial com muito pouca vida onde a personagem principal, uma jovem espanhola de nome Mika, pouco faz (tirando no final do livro), ficando apenas à mercê de gente excêntrica com dinheiro.

     Mika estando desempregada, depois da dica de um amigo, decide mudar-se para o Brasil à procura de uma vida melhor em São Paulo e logo na primeira noite começam coisas estranhas a acontecer; um apagão alastra-se pela cidade inteira e uma estrela gigante aparece no céu, feita por holofotes num arranha-céus, acompanhada de um assassinato. Por cada dia que passa há um novo assassinato de uma alta figura de mãos dado a um novo "evento", diga-se, megalómano. Torna-se óbvio que estes incidentes estão relacinados com o génesis biblico (primeiro dia - estrela - "Faça-se Luz") e a imprensa, seguindo tudo atentamente, chama ao causador "assassino do génesis". Como é óbvio Mika vê-se envolvida no meio da tramóia desde o dia número um.

     Não quero contar pormenorizadamente o que se passa no livro, mas - e quem leu, podendo não concordar, percebe - irrita-me bastante esta conversa de haver um milionário qualquer por trás de tudo e nada mais é explicado. O que acontece em si é apenas justificado por um "ah e tal, ele é milionário e quer...e como quer, pode". Não cola. As personagens têm que ter aquilo a que os crítico chamam de tri-dimensionalidade. Os acontecimentos têm que ser explicados. Não é que o autor não nos dê a história pessoal ou o porquê...mas não explica o como e isso é fundamental, pelo menos para mim.

     Não é um mau livro nem está particularmente mal escrito (apesar dos muitos, muitos, pormenores desnecessários), mas está longe de ser bom. A história é até interessante, o enredo até foi bem criado e é cativante mas...eh...é giro; fica-se por aí.

     Ficam algumas das descrições do Brasil; a cidade de Brasília por exemplo, contrúida sob a forma de um pássaro, o que eu desconhecia totalmente; e fica o grupo artístico Boa Mistura que, entre outros projectos, pintaram paredes em favelas brasileiras, o que é mencionado no livro e cujo trabalho pode ser visto aqui: 

http://www.boamistura.com/

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