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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Evelyn Anthony - O General

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  Este livro foi editado pela primeira vez em 1972 sob o título The Poellenberg Inheritance, o que só interessa pois me parece bem mais fácil falar do livro começando por aí. A herança Poellenberg é uma obra de arte ficcional, uma escultura feita por Benvenuto Cellini em ouro maciço com “…noventa e um centímetros de altura, cravejada com cento e dezoito diamantes, oitenta e três rubis, cento e cinco safiras e vinte e cinco pérolas barrocas de tamanho grande.” Esta “Taça de Poellenberg” vale milhões e entrou na posse da família alemã Von Hessel no final do século dezassete. Durante a segunda guerra mundial foi “saqueada” pelos alemães e desde então nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima.

 

  Seguem-se aqui algumas personagens sem haver uma principal. Conhecemos a família Von Hessel, que, como já disse em cima, existe pelo menos desde o séc 17 mas parece ser bem mais antiga, que tem em sua posse uma fortuna e dirige várias empresas e fábricas tendo acumulado fortuna vendendo armamento em várias guerras e, como não podia deixar ser, à Alemanha durante a segunda guerra. Esta família é liderada por Margaret Von Hessel com um punho de aço e sem sentimentalismos. A velhota Margaret, ao contrário dos filhos – o que por si só já gera alguns conflitos – quer reaver a Taça Poellenberg e contrata os chefes de uma empresa de detetives privados, Eric Fisher e Dunstan, para a encontrar. Eric Fisher é quem primeiro se encarrega de tal e, seguindo várias pistas há muito definidas no livro por esta altura, chega a Paula Stanley, que vive em Inglaterra e é filha do “General” que dá o titulo ao livro. Era General da S.S. alemã durante a segunda-guerra e, ao contrário de outros, aprisionados ou condenados à morte, este homem que estava no “topo” do exército alemão é tido como morto por todos e vive em exílio em Espanha sob uma identidade diferente. E, passados não sei quantos anos, o general volta a aparecer em público pois descobrindo Paula, a filha, decide dar-lhe a taça de Poellenberg que ele escondeu desde os tempos da guerra e que vê como uma herança que deve ir para às mãos da filha por meios legais (em cima a palavra saqueada estava entre aspas).

 

  Como escrevi há pouco o livro não tem propriamente uma personagem principal mas foca-se bastante em Paula, o que é curioso pois é uma personagem bastante fraca que depende e anda sempre atrás de outros. Ação da parte dela não há muita, mas no final de contas não é problema nenhum, pois ação no geral não falta. Se eu algum dia escrever um livro, gostaria que fosse algo como este...quem sabe...mas enfim, é um livro rápido em que vamos seguindo intercaladamente as várias personagens, acompanhando os seus dramas, as ações e decisões que ancoram a história. Pessoalmente não gosto de romances históricos, não são algo que me chame a atenção, muito menos histórias relacionadas com a segunda guerra mundial, talvez por as haver aos milhares, e eu pensei que este livro fosse um pouco estas duas coisas. Para quem não está interessado, não se preocupem pois não é nada assim, felizmente. Em inglês usa-se a expressão "page turner", "vira-páginas", o que O General certamente é.

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