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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Frederik Pohl - Ó Pioneiro!

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   É sempre bom quando as histórias se focam no quão pequeno o ser humano é, muitas vezes nas mais ridículas coisas. Sejam segredos que não o deviam ser, sejam artimanhas de uns que prejudicam outros, sejam as más-línguas que nunca param de trocar ideias, sejam cobardias ou arrogâncias. E quando estas coisas se atribuem não a indivíduos mas a dramas e sistemas políticos ficcionais…temos histórias como esta, “Ó Pioneiro!” de Frederik Pohl.

 

   O protagonista da história é-nos apresentado como um daqueles génios informáticos que, por serem génios informáticos, conseguem “hackear” tudo e mais um par botas e ter toda a informação do mundo em três segundos. Estas personagens irritam por simplesmente as coisas não funcionarem assim (digo eu…) mas enfim, passam-se décadas e as histórias de ficção científica e não só continuam a publicitar estes seres inexistentes que têm especial piada naqueles filmes tolos em que parece bastar a uma pessoa escrever rápido num computador para se ser um deus da informática e conseguir tudo o que se quer. Isto por si só, usado mais que uma vez neste livro, é talvez o pior defeito que lhe consigo pôr. Mas adiante.

 

   A história propriamente dita passa-se num futuro um pouco distópico, mas do qual não vemos quase nada tirando alguns detalhes no início do livro. Isto porque tudo se passa num outro planeta, apelidado pelos humanos como “Tupelo” para onde a nossa personagem principal, de nome Evesham Giyt vai viver após responder a um anúncio de uma tal de “Sociedade de Amplitude da Terra” que anda a recrutar pessoas para colonizar o novo planeta. A viagem em si é feita através de um conveniente portal de ida e volta, e quando se chega lá a sociedade do planeta e a cidade onde ainda muito pouca gente vive tem aspeto de postal americano dos anos 50, onde as famílias vivem alegremente numa espécie de subúrbio rico onde as donas de casa vão oferecer bolos aos recém-chegados, vestidas com aventais bem limpos e de sorriso rasgado na cara.

 

   Mas os humanos não estão lá sozinhos. Quatro outras espécies alienígenas vivem ali, desde uma espécie de papa-formigas, até lesmas, passando por uma versão de primatas bem mais pequenos que os humanos. Para todos eles Tupelo é o “planeta da paz” e o planeta está organizado por secções que vamos vendo à medida que Giyt, que se torna presidente da câmara, passa por elas. Há preconceitos e conflitos entre as espécies que nos entretêm durante várias páginas, e cada uma está mais encarregada que as restantes de uma determinada especialidade. Uns da energia, eletricidade e não só, outros da construção e manutenção de infra-estruturas, desde casa a hospitais…já os humanos, tidos como os menos inteligentes, e certamente os menos tecnologicamente avançados, estão encarregados principalmente da produção alimentar, da agricultura.

 

   Há ressentimentos, mentiras e esquemas manhosos, e é aqui que entra tudo o que indiquei no primeiro parágrafo, enquanto o nosso protagonista, que só quer ter uma vida calma e descontraída, tenta distinguir a verdade da mentira e da meia mentira.

 

   Não é um livro muito grande, na verdade tem o tamanho ideal, e, apesar de ter várias falhas, há bastante tempo que não me empolgava tanto a ler um livro. Livro esse que, vim a descobrir, parece ser dos piores do autor. Se algum dia der de caras novamente com Frederik Pohl digo como correu.

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