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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Graham Greene - O Mundo dos Ricos

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  Traduzido à letra o título seria algo como “O Doutor Fischer de Gevena ou A Festa da Bomba”. Bem melhor, tendo em conta o que aqui se passa, do que este que foi dado na nossa língua. Não sei quem se lembrou de “O mundo dos ricos”, e especialmente não sei quem acrescentou na capa “A ambição de ricos e o orgulho de pobres”, pois dá uma imagem bem errada do livro… apesar de tocar nisso mas… simplesmente é um mau título.

 

  Este pequeno livro, que se pode ler por inteiro numa tarde, conta a história de um homem de meia-idade que se apaixona e casa com uma mulher jovem, o que não dura muito pois ela morre pouco depois num acidente. Mas isso não interessa para nada, interessa é o doutor Fischer do título original. É o sogro da personagem principal, e logo desde o início é mostrado como uma personagem bem excêntrica, fria, desapaixonada, quase maléfica, que tem a particularidade de ser anfitrião de umas festas bem ridículas. Se a nossa personagem principal representa os supostos “pobres”, apesar de pouco ter de orgulhoso, o doutor Fischer – e por extensão o pequeno grupo de pessoas que ele convida para as suas “festas” – representam os ricos, se bem que ambição também pouca é mostrada, já ganância... Pois bem, o doutor Fischer, milionário diga-se de passagem, convida então esse pequeno grupo de pessoas, todas elas no mínimo riquíssimas, para jantares onde são ridicularizadas ao máximo. Se passarem as provações, no fim, recebem presentes caríssimos como relógios de ouro, colares de pérolas, etc. Diz o anfitrião que apenas quer testar até onde vai a ganância deles, dizendo também que quem provenha de meios mais humildes não percebe o porquê dos convidados se rebaixarem tanto para receberem esses presentes caríssimos, que eles próprios poderiam muito bem comprar.

 

  Do que já li de Graham Greene, este foi sem dúvida o que menos gostei. Não sei, achei tudo  meio ridículo, muito tolo. O doutor Fischer chega mesmo a compará-los diretamente com porcos durante estes peculiares jantares e nenhum deles tem a mais pequena reação. Isso e muitas outras coisas para mim pareceram não fazer qualquer sentido. Felizmente as últimas duas ou três páginas até compensam mas...

 

  Para quem esteja interessado há também um filme que por agora está completo no youtube, se bem que não com grande qualidade, ainda para mais sendo um filme relativamente antigo. Não o vi, nem tenciono ver, não é o meu tipo de filme e parece um tanto aborrecido. No entanto, saltando rapidamente pela hora e trinta e sete que dura, parece representar o livro quase parágrafo a parágrafo, havendo conversas inteiras citadas diretamente de lá. Aqui fica:

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