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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Harper Lee - Por favor não matem a cotovia

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  No seu título original, que é basicamente igual a este mas não na negativa, incidentalmente soando ridiculamente cool, To Kill a Mocking Bird é um livro escrito por uma adulta refletindo, quiçá em muitos aspetos recordando, no que é e como é a vida, em como funciona a sociedade aos olhos de uma criança para quem o pai é a pessoa mais corajosa do mundo apenas por dizer “bom dia” a uma velhota doente que assusta as crianças.

 

  Há muitos livros direcionados para os mais novos, mas surpreendentemente poucos são, como este, pelo menos na minha opinião é, direcionados para os mais velhos, através dos olhos de uma criança. Antes de qualquer outra coisa parece-me importante fazer esta distinção especialmente devido aos temas que o livro aborda – divisões sociais de todo o tipo.

 

  Com o tempo To Kill a Mockingbird veio a tornar-se um clássico da literatura americana, tendo ganho um dos mais importantes prémios do país, o Pulitzer, em 1961, um ano após ser publicado. Ganhou quase desde logo a distinção de “clássico”, ainda hoje sendo ensinado nas escolas americanas, e foi também adaptado ao cinema em 1962. Estas pequenas curiosidades só para dizer que, ao contrário da grande maioria dos “clássicos” que vou encontrando, este é talvez um dos melhores livros que já li.

 

  Mas o que dizer sobre um livro que já tantos leram? Bem, passa-se no sul dos EUA na cidade ficcional Maycomb durante os anos da grande depressão e relata a história da pequena cidade através dos olhos de Scout Finch, filha de Atticus Finch, advogado de profissão que se vê encarregue de defender um negro em tribunal. A acusação é de violência e violação de uma jovem e desde cedo que vê que o acusado claramente não é culpado, apesar de lhe acabarem por dar a setença de morte.

 

  Já acabei o livro há algumas semanas no entanto é-me extremamente difícil falar dele, porque tudo o que posso aqui escrever me soa a redutor. Todas as personagens estão extremamente bem construídas. Até o próprio ambiente é alvo de atenção especial. A cidade está degradada e por vezes parece quase abandonada; os seus habitantes miseráveis durante a grande depressão, vencidos pela vida, grande parte deles com deformidades físicas, ou psicológicas como no caso de “Bo” Radley, vizinho de Scout que durante décadas quase não saiu de casa.

 

  Ao longo do livro vemos as personagens principais, as crianças, crescer e ganhar uma maior compreensão do mundo, mas o mundo em si não muda, as personagens em si não mudam, ou pelo menos não o suficiente para que se veja alguma mudança imediata no mundo de Scout Finch. Leiam, por favor, não se arrependerão.

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