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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Marion Zimmer Bradley - Caçadores da lua vermelha

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  Enquanto género a ficção científica tem tendência para explorar o ser humano e as suas limitações, por exemplo colocando humanos ao lado, ou de tecnologia, ou mesmo de aliens, ou mesmo de...etc, para realçar as suas - por norma - fraquezas. Por vezes divaga-se bastante sobre o que significa ser-se humano, ou, no caso deste livro em específico e através de vários diálogos, ser-se racional.

  A autora junta, nesta pequena história, um interessante grupo de seres: a personagem principal, Dane Marsh, um humano que é raptado por alienígenas quando andava indolentemente às voltas sozinho no mar num pequeno barco, e várias personagens de outras raças, outros proto-símios ("humanos") com culturas, sociedades e habilidades bem diferentes das nossas, proto-felinos, proto-sáurios; há também seres aracnídeos e mais estranhos...enfim, toda uma miríade de curiosas personagens, algumas delas raptadas com Dane Marsh para servir um mesmo propósito: ser vendidos como escravos.
  No entanto acaba por não ser esse o destino do grupo principal, sendo ele, a curto prazo, bem pior -  ou melhor, conforme a perspectiva. Que se pode dizer? Há planetas estranhos, há muito drama, muito choro, muita violência e sangue, muitas referências, muitos mistérios. Curiosamente e na maior parte do tempo e até às últimas páginas, o maior enigma é descobrir quem são e o que são os caçadores a que o título do livro refere, e que as personagens principais enfrentam. A resposta no fim só vem complicar a questão do ser-se racional e da definição de individualidade sobre a qual as diferentes personagens de diferentes 'raças' discutem.

  Foi a primeira vez que li algo da autora, mais conhece pela saga "As brumas de Avalon" e que tem tendência para escrever personagens femininas fortes - que é basicamente a única coisa que até agora sabia dela e que alguém alguma vez me disse. No entanto não é, de todo, o caso deste livro em que são sempre seres masculinos deliberadamente a liderar. Independentemente disso - apenas uma observação banal - é um excelente livro. Aliás, diabos me levem se a maior parte dos livros desta coleção não são todos interessantíssimos.

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