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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Narrativa de A. Gordon Pym - Edgar Allan Poe

100_3841.JPG   Do mundo actual pouco resta para descobrir; apenas parte dos oceanos e talvez uns metros aqui e ali; o tempo dos verdadeiros aventureiros já passou, restam turistas e cientistas. É para essa era de descoberta que este livro nos remete, indo até, diga-se mais ou menos, aos confins do mundo, algures num pólo sul ainda por desenhar nos mapas.

   Arthur Gordon Pym é um jovem que, com uma grande sede por aventura aliada ao encanto pelo mundo náutico, parte com um amigo naquilo que inicialmente é quase uma piada feita sem o conhecimento da família, escondido num barco de pesca. Numa viagem pelo mar que deveria ser tranquila tudo o que pode correr mal acontece e a certa altura - prái a meio - apenas uma pequena parte da tripulação sobra, vendo-se à deriva nos restos de um barco, que de barco já pouco tem (apenas a capacidade de boiar), perdidos no oceano a lutar contra fome e sede. Garanto que quem pegar neste romance vai lê-lo bem sentado, sofrendo com as personagens quase do início ao fim, devorando a pesada escrita que é de esperar do autor. Muito, muito mais se passa mas não quero estragar a história.

   A personagem de Pym, inventada por Poe, é-nos dada como sendo real e a narrativa é-nos apresentada como sendo uma colaboração entre os dois - o escritor e o marinheiro. Posto isto, sendo Pym quem é, há imensos termos, referências e histórias náuticas que, dando à história um forte sentimento de realidade e tornando a escrita talvez ainda mais sombria do que seria sem tal colaboração, acabam também por obrigar a alguma pesquisa à parte. Alguns podem dizer que isso só serviu para "encher chouriços", que poderia muito ter sido escrito sem qualquer jargão náutico, mas eu gostei bastante e quem tenha interesse por...enfim... barcos no geral, certamente também gostará. Ao mesmo tempo deu-me umas quantas idéias para possíveis futuros posts no blog que tratem de explicar como se navegada naqueles tempos e não só. Pode ser que os faça, pode ser que não.

   Enfim, para acabar com esta relativamente longa publicação, fica a recomendação deste romance, interessante até pelo facto de ser o único que Poe escreveu, estando talvez um pouco escondido entre os muitos contos que nos deixou.

 

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