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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Palema Sargent - O meu vizinho alienígena

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  Fringe é uma série de ficção científica da qual apenas vi, há largos anos atrás, um ou outro episódio solto, mas no geral tenho uma imagem bastante positiva dela. Curiosamente apanhei mais do que um episódio com os “Observadores”, personagens idênticas entre si que se mostram nos mais variados momentos de toda a história do ser humano, mas que, tanto quanto vi na séria, nada fazem, simplesmente estão lá, observam.

 

  Não conhecendo a série, não sei dizer se houve algum desenvolvimento nos observadores, mas os criadores podem muito bem ter-se baseado neste livro para criar estas personagens. Editado primeiramente em 1983, escrito por Pamela Sargent, a quem foi dado erradamente o sexo masculino por quem compôs a contracapa do livro, pois trata-se de facto de uma mulher. (Há pequenas coisas que não se sabe bem como passam). O livro mostra-nos um mundo marcado pela pobreza e pela falta de emprego, onde as únicas soluções viáveis para a população, pelo menos na cidade onde o livro se passa, parecem ser, ou juntarem-se ao exército, ou…irem viver para a parte da cidade onde estão os sem-abrigo e afins. Nestas circunstâncias, tudo na vida do casal protagonista se centra em volta de manter os seus empregos e contar tostões. Uma chávena de café é um autêntico luxo.

 

  O casal protagonista vive constantemente com medo em serem despejados da velha casa onde moram, constantemente a necessitar reparações. Nisto lá surge um novo vizinho, algo extravagante, que parece ser rico e que abertamente diz a todos que é um alien. No final de contas não é propriamente um alien, mas sim um ser humano que viveu centenas, talvez milhares de anos, com recursos infinitos e tecnologia insondável. O único problema dele é a solidão. Mas antes de o saberem os protagonistas são envolvidos no mistério da identidade da sua pessoa.

 

  Não sei se há palavra para definir o que vou demorar um parágrafo inteiro a explicar, mas a ficção científica pode ser muito…(inserir palavra). Isto é, o equivalente ao que em filmes de ação se chama a “suspensão da descrença”, quando é necessário simplesmente ver e não ligar a cenas que sejam estupidamente impossíveis. Enquanto em ação são cenas específicas em ficção científica ou fantasia é todo o ambiente, toda a história, toda a explicação que por vezes parece não fazer sentido, mas à qual damos um certo “desconto”. Largamente não foi o caso deste livro.

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