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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Piloto Automático

  Todos nos vamos sentindo inferiores e superiores a outros. Porque será? Vai-se a ver culpa-se a raça, o ser humano com o seu confuso cérebro, a classe animal ou até quase toda a forma de vida que tenha massa cinzenta. Pelo menos a classe denominada por mamíferos vive maioritariamente organizada em grupos e em famílias onde há sempre os que lideram e os que ficam a ver. Talvez venha daí, não sei, mas é certo que esse sentimento de superioridade demonstra-se de formas muito estúpidas e pessoais. E isto desde tenras idades.

  Já na pré-escola é possível ver os garotos em grupos, onde um deles é sempre líder, de uma forma ou de outra. E é bem fácil de identificar pois esse garoto é literalmente seguido pelos outros, é olhado quando há dúvidas, é ele quem escolhe qual a brincadeira seguinte. E assim alguns crescem e passam uma vida inteira a pensar que são melhores que os outros e por vezes têm uma vida inteira em que são sempre o centro das atenções, seja porque razões for. E o oposto também. Inúmeros estudos foram e continuam a ser feitos em escolas e sobre interações escolares por estas serem uma boa espécie de bolha onde o comportamento humano é mais facilmente identificado e catalogado. Apesar de envelhecermos, os velhos não aprendem nem mudam. Há mais mesquinhice e as atitudes são mais subtis, mas ao fim ao cabo, no geral, nada muda.

  Em qualquer ambiente adulto é fácil reconhecer os chico-espertos, aqueles e aquelas que são boas e o sabem (fisicamente), os pseudo-intelectuais, etc... A postura, o olhar, a forma como olham, por vezes de cima a baixo. Eu nem sei. A maior das conversas, aos meus ouvidos, parece resumir-se a “eu sou melhor que tu” “não, não és, eu é que sou”. Quando se fala em gostos, então: “A minha banda favorita é melhor que a tua”. Bah. Então nas redes sociais nem se fala… Quando se é novo pensa-se que à medida que se envelhece há coisas que vão melhorando. Ao julgar isso apaga-se é da memória que os velhos são muitas vezes os mais rudes e indesejados.

  Nunca percebi as interações humanas. Acho que falta (à falta de melhor palavra) visão. Ou se calhar sou eu quem tem falta dela. Com isto vem à cabeça um dos mais famosos poemas de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) que começa com “Nunca conheci quem tivesse levado porrada”. Por vezes parece que estou à margem dos outros, "...sempre campeões em tudo". Mas no final de contas não são todos os humanos animais tentando-se orientar na vida em “Piloto Automático”(?): nome da música ao compasso da qual este post foi escrito. Não é que seja uma música muito boa por si só, mas por vezes, apesar de todo o snobismo que há (também) na arte em geral, basta uma mensagem que nos toque, com a qual nos identifiquemos, nem que seja momentaneamente, dita de uma forma não muito lamechas. Neste momento a Piloto Automático consegue ser tudo isso. Porque ninguém pede para existir mas todos têm que aturar este mundo. Aqui fica a música:

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