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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Referências a flautistas e contos de fadas

  Foi especialmente através dos filmes da Disney que muitos dos já anteriormente mais bem conhecidos contos infantis/juvenis de sempre ganharam fama por esse mundo fora. Parte deles foram escritos ou re-escritos/compilados pelos famosos irmãos Grimm durante os séculos 18 e 19. Poucas foram as pessoas que tiveram, e nos dias de hoje continuam a ter, tanto reconhecimento como eles, e mesmo que não conheçam os nomes certamente conhecem as histórias como a Cinderela, a Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho, Rapunzel, e a lista continua e continua. Apesar de serem talvez os mais conhecidos, ao longo dos últimos séculos há mais que uma boa mão cheia de autores deste género. O que muitos deles tinham em comum, contrariando o facto de se tratarem de contos infantis, é incorporarem temas e descrições bastante macabras nos seus contos - mas o que é interessa é a mensagem, certo? (:   . Assim sendo o Pinóquio é torturado e enforcado, o lobo come a avó, as primas da Cinderela cortam dedos dos pés para conseguir calçar o raio do sapato mágico e os seus olhos são arrancados por pássaros, e o príncipe da Rapunzel fica cego após cair da torre em cima de espinhos…ou seja…caíu com os olhos em cima dos espinhos?... Ok. De notar que estas histórias já foram contadas e recontadas trinta vezes cada e há diferentes versões de todas elas.

 

  Como nunca li nenhum o meu conhecimento dos mesmos é pouco mais que inexistente. Sinceramente nem os filmes da Disney vi, tirando este ou aquele. Tal ignorância não me deixa reconhecer quaisquer referências que sejam feitas quando estas coisas aparecem em filmes, músicas ou séries ou o que for. Mas que as há, há, e não são poucas.

  Chegamos então a uma banda que há uns anitos ouvia, e com a qual me deparei recentemente: Megadeth. Pois bem, estes rapazes lançaram em 1992 um álbum de nome “Countdown to Extinction”, que contém umas quantas boas músicas. Uma delas, que pessoalmente nunca me chamou a atenção, chama-se “Symphony of destruction” e é nada mais que uma música anti-guerra. Há muito disso em Megadeth. Muito mesmo. O refrão é o seguinte:

     “Just like the Pied Piper

     Led rats through the streets

     We dance like marionetes

     Swaying to the symphony of destruction”

  Quem conhece a banda sabe que, quer goste ou não da música em questão, é sem sombra de dúvida das mais conhecidas, talvez até a mais conhecida, e ainda hoje não há concerto de Megadeth sem a sinfonia da destruição. Foi apenas recentemente que me perguntei: mas quem é esse Pied Piper?

 

  "The Pied Piper Of Hamelin", ou em português, “O Flautista de Hamelin” é uma história proveniente da cidade alemã com o mesmo nome que remota ao século 12 e foi publicada pelos irmãos Grimm sendo, possivelmente, uma das mais sinistras. Reza a história então que, numa determinada época, a cidade estava infestada de ratos e o dirigente, em toda a sua sabedoria, ofereceu recompensas monetárias por cabeças de ratos para fazer face à praga. Entra então em cena o referido flautista que, com os poderes mágicos dos sons emitidos pela sua flauta, enfeitiça todos e cada um dos ratos da cidade, encaminhando-os para o rio, onde morreram afogados. E como esta é uma história de vingança, quando o flautista reclamou o prémio do seu encantado trabalho, o presidente, ou dirigente, ou lá o que for, recusou-se a pagar um tostão por o flautista não ter apresentado quaisquer cabeças de ratos. Nunca ninguém explicou a essa cabeça dura que com bruxos não se brinca e assim o homem lá foi embora de mãos a abanar, para voltar mais tarde, enfeitiçar todas as crianças da cidade e levá-las através dos bosques até uma caverna na montanha, cuja entrada desapareceu para sempre após as crianças entrarem. E nunca mais ninguém as viu.

  Gente, não se metam com bruxos, independentemente do quão coloridas sejam as suas vestes. E patrões, paguem aos vossos trabalhadores. Muita gente louca por aí. Fica a última frase do conto, ou melhor, de uma das versões dele:

“E desde então, nunca mais houve um rato na cidade de Hamelin”

Fica também, para ouvirem, a história e a música:

 

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