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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

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Stephen King - The Cell

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  Stephen King devia estar um pouco farto da banalidade dos zombies mortos-vivos que não fazem sentido nenhum e decidiu dar-lhes um upgradezito, que pouco sentido teve também. Antes de mais não são mortos vivos, que essa trapalhada não tem jeito nenhum; são pessoas normais cujos cérebros, de alguma forma, foram apagados, ou “reiniciados” – como gostam de dizer no livro – devido a um qualquer “impulso” transmitido através de telemóveis. Sim, telemóveis. Ah, e vamos-lhes dar poderes, como telepatia, que é até bastante utilizada no livro. E já agora também porque não levitação? Meter os zombies por aí a flutuar, sem sequer terem noção de que o fazem e sem qualquer controlo aparente sobre isso, e que não leva a lado nenhum. Pelo menos não são zombies, são pessoas loucas que andam por aí a correr...não tanto Walking Dead mas mais 28 Days Later. E nada dessa trapalhada de comer pessoas. Apenas pura violência e pilhagem.

  Aí está senhoras e senhores, The Cell, de Stephen King, editado primeiramente em 2006, provavelmente escrito algum tempo antes disso, altura em que toda a gente começava a ter telemóveis.


  Este livro tem vários problemas e ideias que me deixam a torcer o nariz e, curiosamente, sendo King, o final em si não foi um problema. O problema são as ideias e os conceitos que se introduzem sem serem explicados e que não chegam a lado nenhum. São personagens que deveriam reaparecer mas que nunca mais lhes pomos a vista em cima, ou aquelas que acompanhamos mas cujo desenvolvimento é muito pouco interessante; são conceitos que tocam a ficção científica mas que não têm jeito nenhum nem fazem qualquer sentido. No geral, tolices a mais.

  Mas uma coisa é certa, o homem sabe como começar um livro. Desde a primeira página com os desde logo apocalítico primeiro parágrafo, até cinquenta ou cem páginas adiante, em que vemos a cidade de Boston, onde começa a história, ser virada ao avesso, corrida por acidentes, mortos, assassinatos, violência, até aviões caem, enfim, sangue e fogo por todo o lado. O problema é quando se sai de lá. O livro começa bem acelerado, mas de alguma forma vai diminuindo tanto de velocidade como de intensidade até ao fim que, na verdade, após vários momentos dececionantes, é até bastante bom.

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