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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

Não tenho um smartphone

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   É giro como se criam necessidades, por vezes do nada. É mais giro ainda quando se forçam. As empresas de telecomunicações por vezes são bastante inteligentes no que que toca a forçar essas necessidades, se é que a tal sequer se pode dar esse nome. Por vezes não.

 

  Eu não tenho um smartphone. Nem pretendo ter. Quando necessitar de um, hei-de o arranjar. Que remédio terei? Mas até lá... Nem tenho razões específicas, nem é teimosia nem nada. Não preciso de um. Logo não tenho.

 

  Quase não utilizo o telemóvel. Uma chamada ou uma mensagem de longe a longe, portanto gasto mesmo muito pouco dinheiro com isto, apesar de ter um tarifário caríssimo. Qual foi então a minha surpresa quando recebi uma mensagem da dita empresa fornecedora de telecomunicações a dizer-me que a partir de agora teria um custo de manutenção mensal de 1€.

 

  Lá passei pela loja, tendo a sorte de estar vazia e ser logo atendido. E quais foram as alternativas que me deram? “Então, pode pagar esta mensalidade e fica também com 200mbs de internet incluída”. “Com as comunicações caríssimas como tinha não gastava esse dinheiro. E não tenho internet.” “Então pode comprar este smartphone que está baratinho e assim aproveita essa internet”. Claro. É já a seguir.

Trocas e baldrocas de copyrights

    É um pouco complicado saber o quão verdadeiras são estas histórias, e a pequena pesquisa que fiz também não ajudou grande coisa, tendo encontrado logo informações contraditórias. Independentemente disso, isto parece-me bem ridículo.

    Em 1993 os Radiohead lançaram um single daquela que viria a ser provavelmente a sua música mais conhecida: Creep. Em 2017 sai o álbum mais recente de Lana Del Rey intitulado Lust For Life, e a última música desse álbum, de nome Get Free,  inclui uma parte bastante semelhante à Creep dos Radiohead.

    Posto isto, lá entraram as trapalhadas dos Copyrights e polémicas e uns dizem que os Radiohead queriam isto e aquilo, outros dizem que não queriam coisa nenhuma. A trapalhada do costume até aqui. No entanto há mais.

    Os Radiohead foram processados pelos direitos da música Creep, pela banda The Hollies, por Creep ser semelhante à sua música The Air That I Breathe.

    Ou seja, os Radiohead estão a dizer que Lana Del Rey copiou uma música que eles próprios copiaram. Sem comentários. Ficam em baixo as três músicas. Decidam por vocês se esta confusão tem ou não nexo.

Tenho pena de vegetarianos

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  Porque há muita gente que, sendo ignorante, é arrogante ao mesmo tempo, e porque o chico-espertismo e a rudeza têm poucos limites. Conheço umas quantas pessoas que são vegetarianas, e mais do que isso, já assisti a muitas conversas sobre este tema, e sim, essas conversas assustam e bastante. É um tema até simples e já bem batido. Para mim é difícil imaginar uma pessoa jovem que nunca tenha conversado acerca dele. Ainda assim parece que as questões que se levantam, e mais do que isso, as tretas que se dizem, geralmente de forma ofensiva, são sempre as mesmas. Aqui vão algumas pérolas mais batidas:

 

 - Vais-me dizer que não gostas de um hamburger do mac?

 - ‘Tão e uma chichinha, não comes, não gostas? Vais dizer que não gostas de um belo bife de alguma coisa de que eu gosto particularmente?

 - E onde vais buscar a proteína?

 - Não comes pão? Ou isto? Ou aquilo? Por vezes coisas claramente vegetarianas ou apenas estúpidas que fazem os outros questionar a inteligência de quem pergunta?

 - Não comes carne porquê? Tens pena dos animais, é? Eles são criados para isso! Sabes que nem sentem, nem cérebros têm! (E isto aparece mais vezes do que se calhar alguns possam imaginar).

 

  Sendo algo que possa fazer confusão a alguns, até seria de esperar uma ou outra coisa, quiçá dicas para receitas se para lá estiverem inclinados, ou algo alguma questão genuinamente mais "técnica" e à qual o vegetariano pode não saber ou sequer importar-se minimamente com a resposta. No entanto a ignorância que as perguntas feitas por vezes revela e, mais do que isso, o tom jocoso subjacente… bem, mete nojo. Que levante a mão um vegetariano que nunca tenha estado num jantar qualquer de grupo, seja ele do que for, e que não tenha tido uma pessoa ou mais claramente a gozar e a fazer troça dele sabe lá deus porquê.

 

  Há muitos vegetarianos, muitos tipos de vegetarianismo. Eu lá sei, há gente para tudo! Uns levam mais a sérios que outros. Muitos até vão comendo um fiambre ou bacon numa pizza de longe a longe, por exemplo. Muitos não querem saber de idealismo algum e simplesmente não gostam de carnes ou peixes, ou preferem refeições vegetarianas. Alguns são ferrenhos e nem a morrer de fome seriam capazes de comer uma sardinha. Da mesma forma, há quem coma carnes e peixes, quem beba leite de vaca e coma ovos mexidos todas as manhãs, e ainda assim seja completamente louco pelos direitos dos animais e os ande a pregar aos sete céus. Porque uma coisa não invalida automaticamente a outra.

 

  Enfim, há por aí muito vegetariano. Muitos deles tentam ao máximo esconder que o são. Por vezes apenas porque não querem falar disso, da mesma forma que não querem estar a justificar aos outros o porquê de terem vestido a camisola vermelha em vez da azul. Mas também muitas vezes só para se protegerem desta espécie não rara de bullying.

 

  Independentemente da razão pela qual fizeram essa escolha, que é pessoal, totalmente possível e saudável sem sequer andar a comer "coisas esquisitas", quase ninguém tem o mínimo de respeito por ela. Isso é vergonhoso. E especialmente triste e irritante quando vem de gente que come batatas fritas, arroz e bife todo o santo dia.

Sobre eutanásia

  Pessoas com cartazes a dizer “não matem os velhinhos”? “Quero viver!”? “Deus deu-me a vida, só ele sabe quando ma tirará!”? Ou, pior ainda, como vi aqui nos blogues ontem, “Eutanásia = Nazismo”? É que este último é ridículo, seja-se contra ou a favor à despenalização da eutanásia.

 

  Ninguém aqui está a falar de matar velhinhos. Na notícia que está agora na página principal do sapo diz-se o seguinte: “Todos os diplomas previam que só podem pedir, através de um médico, a morte medicamente assistida pessoas maiores de 18 anos, sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável, sendo necessário confirmar várias vezes essa vontade.”.

 

  Isto não é algo complicado, nem algo que deva confundir as cabeças dos outros. São condições bem específicas para se ser “elegível”. E isto, publicado numa notícia, provavelmente é só um resumo. E amigos que dizem que “querem viver”: é uma escolha pessoal, não é por estarem doentes que vos vão matar no hospital. Entre as pessoas não perceberem sequer aquilo que está a ser debatido e ideias religiosa que talvez pouco tenham a ver com religião, lá se está a negar este direito a quem precisa dele. Negar-se vá...às vezes. Se uma pessoa pedir com jeitinho, muitos médicos fazem-no, arriscando-se a variadas represálias só por sentirem compaixão dos outros, porque de uma maneira ou de outra, é uma prática relativamente comum em hospitais.

 

  É engraçado é como se levam animais ao veterinário para serem “eutanasiados”. Aqueles que são contra a despenalização, nesta situação simplesmente…o quê? Estão fartos de pagar pelo tratamento do bicho? Ou voltamos à ideia religiosa de que os animais estão cá para nos servir e somos superiores a eles? Ou talvez seja uma ideia mais racional, em que se diga que os seres humanos são superiores, pensam e sentem de uma forma diferente dos animais, e como tal o sofrimento de um humano vale menos. Acabamos com o sofrimento de um animal, mas não com o de um humano, só porque alguns, como mais-ou-menos alguém aqui nos blogues também disse, “querem ser donos dos nossos corpos moribundos”.

 

  Mais uma vez, não se trata de suicídio, nem de os outros mandarem na nossa vida ou na nossa morte. As condições estão bem explícitas ali em cima, no parágrafo em itálico. Não é algo que dependa das circunstâncias: elas já foram claramente definidas. Mas enfim, por agora está decidido e, como aparentemente disse o Bruno Nogueira: “Nada como esperar em sofrimento e dor, a definhar e a agonizar numa cama, a cuspir sangue e a respirar entre tubos e máquinas, que quando tiver agenda deus logo nos chama para junto dele. Ou o Homem-Aranha. Ou qualquer outro super-herói que conheçam e que apreciem particularmente.”

Despacha-te e espera

  …parece ser o lema em Portugal. Nunca foi famoso pela pontualidade e não sei como é em outros sítios, mas verdade seja dita que a falta de pontualidade me irrita bastante. Irrita, isto é, quando é por partes dos outros, porque eu não sou, nem de perto nem de longe, a pessoa mais pontual do mundo. Deixo-me dormir, faço mal as contas ao tempo, esqueço-me dos compromissos, atraso-me por isto, por aquilo, pelo outro: é a areia das gatas que tem de ser limpa, é a barba que tem de ser cortada, é alguma louça que está por lavar, é o computador que reclama demasiada atenção, são os sapatos que não aparecem, é a cabeça que se esquece onde pôs as chaves, mesmo tendo estado elas nas mãos há dois minutos. E tudo isso ao mesmo tempo e exatamente na altura em que se tem de sair de casa.

 

  Quando se trata de algo combinado entre conhecidos, apesar de aborrecidos, os atrasos por vezes até são aceitáveis. Mas é incompreensível quando se trata de algo profissional. “Olha, vem à entrevista às 11 em ponto”. Chega-se lá e, depois de uma hora à espera, aparece o entrevistador nas calmas com outra pessoa a falar e a rir, café numa mão, cigarro na outra e diz “é só mais dez minutos”. É a consulta marcada no dentista onde, se chegamos nós atrasados cinco minutos são capazes de se sair logo com um “não era àquela hora?!”, mas independentemente da hora a que se chega tem de se esperar meia hora, pelo menos, até sermos atendidos. E nem para fazer dinheiro as pessoas se despacham, como aquele vendedor do anúncio do olx, que combina às 7 da tarde, um pouco depois do trabalho para dar tempo para sabe lá deus o quê, e só aparece às 7:30 a caminhar vagarosamente e diz "era para lhe ter mandado uma mensagem mas...". Mas, mas , mas. Há mas, há meio-mas, há terços, quartos e quintos de mas. Mas é a palavra de ordem para justificar falta de pontualidade.

 

  Enfim, é assim pelo menos Portugal: despachem-se a chegar onde têm de chegar e preparem-se para esperar bastante quando lá chegarem.

Cravos de Abril

  Numa florista ofereciam-se cravos. Não se percebendo exatamente de onde, mas não de muito longe vinha o som de uma banda filarmónica local. Na rua não se vê muita gente. Jovens contam-se pelos dedos de uma mão, velhos também não há muitos. O centro da cidade conta com mais gente numa missa de domingo do que no hastear de uma bandeira e celebrar de um dos mais importantes feriados do país. Para além das poucas pessoas e da banda, contam-se também algumas figuras políticas do sítio. A banda toca duas ou três músicas e acaba com o hino nacional, durante o qual a bandeira é hasteada. As pessoas começam a dispersar, algumas delas com meia dúzia de cravos nas mãos, algumas delas à espera para apanhar os que caem abandonados no chão.

 

  Um livro juvenil que vi na biblioteca há algum tempo dizia que todos os direitos, todas as facilidades, todas as liberdades e comodismos que temos, não são algo adquiridos. Para se manterem é necessário toda a gente lutar por eles todos os dias, desde as classes mais altas até às mais baixas, porque a sociedade em que vivemos é muito frágil.

 

  Não se trata de patriotismo. Trata-se de tudo o que se toma como garantido. Porque afinal a cor que mais se vê na bandeira portuguesa, o vermelho, está lá a simbolizar o sangue derramado para se chegar onde se está hoje, seja lá onde isso for.

Tomb Raider em retrospectiva

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  Devia eu estar no segundo ciclo quando, certa vez, ao entrar na sala de informática da escola, vi uma data de miúdos em vários PCs a jogar algo que nunca antes tinha visto. Era uma rapariga que andava num barco, supostamente em Veneza, nadava pelo rio, matava outros tipos e andava aos saltos pela cidade, pelas casas, por janelas e telhados... Tanto quanto me consigo lembrar não sei se alguma vez passaram esse nível ou se simplesmente andavam de barco de um lado para o outro que nem idiotas durante tempo suficiente para se fartarem e voltarem ao Elifoot, mas o pouco que vi do jogo ficou-me na memória durante bastante tempo, até porque habituado a coisas como Sonic, nunca tinha sequer imaginado um jogo tão realista quanto aquele.

 

  Esse jogo, claro está, era Tomb Raider, neste caso o segundo. Demorou ainda alguns anos até eu ter pc onde sequer pudesse jogar, mas de uma forma ou de outra, posso dizer que joguei grande parte dos Tomb Raider. Não seguidos e não os acabei a todos, mas tenho muitas horas disto. Há algo que me agrada neles, especialmente nos primeiros que, confesso, até me assustavam bastante quando era mais novo, e jogando-os, o que antes de qualquer outro aspeto me cativou neles foi uma certa sensação de solidão e isolamento, muito difícil de encontrar em quaisquer outros jogos, sendo a única comparação que consigo fazer talvez com os primeiros Resident Evil, e não é lá grande comparação.

 

  1996 foi um ano grande para os jogos, tendo sido lançados alguns dos que mais impulsionaram esta coisa das três dimensões. Não só Tomb Raider, mas Quake, Super Mario 64 e o também já mencionado Resident Evil (entre outros). Os primeiros 5 Tomb Raiders foram lançados com um ano de diferença uns dos outros e, no que toca a consolas, maioritariamente em exclusivo para a Playstation1. Basta ver que os primeiros 4 estão na lista dos 20 mais vendidos para a consola para perceber a importância e a fama que tiveram.

 

  Tomb Raider fez o seu nome juntando três coisas como possivelmente nenhum outro jogo tinha feito até então: exploração, plataformas e…tiros, muitos tiros, que são para mim a mais fraca parte mas ei! A nível de gráficos, no início era tudo baseado em blocos/cubos, inclusive o movimento da personagem; por exemplo, com um salto para a frente avançam-se dois blocos, se for um salto a correr conseguem-se avançar três. Esta precisão levava a que se morresse inúmeras vezes para se conseguir fazer um salto. O jogo vai avançando através de sucessivos cenários/salas, onde há quebra-cabeças para resolver. Consiste maioritariamente em explorar um sítio para descobrir algum(ns) objeto(s) ou alguma(s) alavanca que depois vai abrir uma nova porta ou uma nova sala enquanto possivelmente se matam alguns adversários. Para mim este design e esta mistura era, e continua a ser, perfeita. Joguei algumas coisas no meu tempo, mas se me questionarem quais os meus jogos favoritos, possivelmente continuariam a ser estes. E quero também falar nas excelentes bandas sonoras. Durante a maior parte do tempo apenas se ouvem sons ambientais, que realçam a tal já mencionada e única sensação de solidão de Tomb Raider, mas volta e meia, em transições ou como antecipação para cenas ou passagens importantes, entram as músicas que fazem parte da banda sonora do jogo…e se não é uma das melhores de todos os tempos, não sei. No fim deste post deixo exemplos.

 

  Há medida que os jogos se foram sucedendo, os que saíam nunca batiam as vendas do anterior e desde o primeiro, durante uns quantos anos, os jogos foram perdendo alguma popularidade. A série também foi bastante criticada por repetir sempre os mesmos elementos e a mesma jogabilidade. Eram feitos leves avanços entre as sequelas mas não suficientes para agradar, nesse sentido, ao público e aos críticos, mas afinal não é fácil lançar um jogo novo todos os anos e ainda alterar grandemente a fórmula do mesmo. Até que em 2003 saiu “Angel of Darkness”, incompleto como tudo. Confesso que até adoro gosto bastante do jogo, mas credo, há vários elementos, animações defeituosas, bugs, mecânicas e até localizações inteiras que não foram acabadas devido a pressões para lançar o já atrasado jogo há bastante tempo. Ou pelo menos eu gosto de pensar que a pressão para lançar o jogo o quanto antes foi a razão de tanto defeito. Talvez a equipa se tenha lançado em algo demasiado ambicioso e não havia nem tempo nem recursos para tal. Isso resultou naquele que é considerado, possivelmente, o pior da série, não só em jogabilidade como em vendas, fazendo com que a empresa Core Design, que até então tinha feito todos os jogos, perdesse os direitos da série. A partir de 2003 os mesmos passaram para a Crystal Dynamics que, em 2008, não esquecendo as bases e querendo fazer dinheiro com antigos fãs, lançou “Tomb Raider Anniversary”, um remake do primeiro jogo de 1996, remake esse que é talvez o meu favorito de toda a série, misturando os avanços e mecânicas dos anos 2000 com o design de níveis dos primeiros. Com a Crystal Dynamics nota-se uma grande evolução (para o bem e para o mal), especialmente após o segundo “reboot” em 2013, mas não só. Foram também feitos vários spin-offs como o excelente “Lara Croft and the Guardian of Light” que desde já recomendo a toda a gente, assim como a sua sequela.

 

  Enfim, muitas alterações certamente houve desde 96 e agora pode-se dizer que não se morre 20 vezes estupidamente tentando um salto impossível. Também foram lançados vários jogos para para gameboy e até smartphones/tablets, destacando-se aqui o pequeno, mas excelente Lara Croft Go que nada tem a ver com Tomb Raider mas que é um jogo de puzzles muito bom.

 

  No entanto a Lara Croft não se limita a consolas, pcs e afins: não. No que toca a franchises criados a partir de jogos, é difícil bater Tomb Raider com a sua (talvez) demasiadamente sexualizada protagonista até a ser capa de revistas e a participar em várias publicidades, incluindo barras energéticas - só para verem a fama da moça. Há também uns quantos romances que eu gostaria imenso de ler, mas que são dificílimos de encontrar, várias bandas desenhadas e claro, até à data, três filmes. Aliás, há de haver gente que só conhece Tomb Raider através dos filmes. Lara foi Inicialmente interpretada por Angelina Jolie no início dos 2000, e em 2018 por Alicia Vikander. Vi o último filme recentemente no cinema e até me surpreendeu, mas…os três filmes ficam para um próximo post. Por agora fiquem com duas das músicas das bandas sonoras:

Cheios de estilo

  Nunca consegui compreender esta coisa de “ter estilo”. No meio de uma conversa sobre moda e roupa e sei lá mais o quê, já há algum tempo atrás, um colega disse-me o seguinte: “Bem, se há alguém que não se preocupa com este tipo de coisas és tu.” Aí está algo dito só para envergonhar, fazer os outros sentirem-se mal e baixar-lhes bastante a auto-estima.

 

  Nunca estive na moda, nunca fui cool, nunca me soube pentear ou vestir de forma cool, de forma a gerar elogios de outra pessoa que não a minha Maria. Estilo e moda sempre me passaram ao lado, como pessoas desconhecidas que vemos pelo canto do olho na rua fazendo algo que não conseguimos perceber; são áreas nas quais nunca tiraria um “excelente”, mas não quer dizer que não queira, não me importe ou não tente.

 

  Nunca consegui compreender esta coisa de “ter estilo”. Há quem vista um par de calças e uma t-shirt lisa e fica logo com um look de invejar, já eu quando o faço pareço um vagabundo. Mas que raio? Como é que outros conseguem? O meu corpo é deficiente de uma forma que não consigo compreender? Ou será que simplesmente não passo tempo suficiente a tentar ter uma aparência cool? Ou será por comprar apenas a roupa mais barata que se arranja e apenas uma peça de ano a ano se tanto? Porque afinal a roupa é cara, mas viver também é caro e uma pessoa tem de se sustentar. Bem, mas isso não será, porque não falta para aí gente cool com roupa velha…que de alguma forma fica com look "vintage" enquanto eu fico com um look abandalhado.

 

  A ciência de bem-parecer, está visto, é algo que nunca vou compreender apesar de até já ter pesquisado diversas vezes o assunto e seguido dicas disto e daquilo. Os outros reparam, olham para a aparência, literalmente de cima a baixo e de baixo a cima. Infelizmente no meu caso a única coisa que comentam depois de olhar é “bem, se há alguém que não se preocupa com este tipo de coisas és tu”, apesar de me preocupar e apesar de tentar. E que posso eu responder verbalmente que acompanhe o misto de sentimentos negativos que acompanha um comentário desses? Não sei. Enfim, não compreendo esta coisa de “ter estilo”.

Supernanny cancelada

  Aparentemente a supernanny foi cancelada? Bem, eu sei que este post vem com semanas de atraso mas … Vou apenas dizer que me parece um conceito bastante interessante para um programa de televisão, especialmente tendo em conta o tipo de programas que se vê nos dias de hoje.

 

  Este supernanny (e muitos outros similares para todos os efeitos) já foi recriado e transmitido em mais de duas dúzias de países e canais tendo sido cancelado desta forma apenas em Portugal - pelo menos de acordo com os resultados da pesquisa que fiz no google, dos quais li apenas os cabeçalhos. Parece que é um grande problema filmar crianças nestes preparos e até a comissão de proteção de menores se meteu ao barulho - mas só aqui, só no nosso grande país, se calhar nos outros as crianças são abusadas e mal tratadas e não há ninguém que queira saber delas... Entretanto noutros países já passaram uma carrada de temporadas sem este barulho todo e sem que os canais se vejam obrigados a alterar a programação. Pondo a questão dos direitos das crianças de lado, porque não me parece que seja esse o cerne da polémica mas apenas o meio (seja ele correto ou não) usado para cancelar o programa, qual é o problema do nosso país? Sim, porque aparentemente só no nosso país é que se levantam questões tolas sobre programas tolos de tv. Somos assim tão pequenos, é isso? Estão a pôr o dedo numa das feridas, é? Muito sensíveis, os portugueses? … Pelo menos, e digo-o baseado na experiência  tanto enquanto pessoa que trabalhou em atendimento, como enquanto pessoa que necessita de serviços, mal educados e rudes os portugueses são, e não as crianças, mas sim os adultos. Gente bem vestida, com cabelo e/ou barba e/ou unhas todas bem arranjadas mas que não sabem falar e que cospem no chão de lojas e supermercados pensando que ninguém os está a ver.

 

  O que me fez confusão foi a sic cancelar o programa. Afinal com esta publicidade toda à sua volta, aos domingos certamente ninguém estaria a ver outros canais, nem que fosse para falar do programa no dia seguinte no trabalho. Parece é que isto já passou por tribunais. que inicialmente foi decidido que os intervenientes deveriam ter as identidades protegidas por desfocos e filtros, mas agora a sic não pode mesmo transmitir nada. Bem, pode ser que levem uma indeminização e já não vão mal…e a meu ver merecida porque isto não tem jeito nenhum.

Segundo dia de aulas

  Depois de uma noite bem dormida, já com as pilhas recarregadas após o primeiro dia, Ana pôs-se em marcha para o segundo dia de aulas.

  A porta da sala estava aberta e, quando o professor chegou, já alguns alunos estavam sentados. Um a um os lugares foram-se ocupando, e foi já com quinze minutos de atraso que entrou uma senhora de camisola azul e decidiu começar aos gritos porque outra pessoa estava sentada no lugar dela, apesar de haver vários livres. Estando antes a sala sossegada levantou-se então uma barulhenta discussão sobre os lugares que cada um deveria ocupar. A senhora que começou a festa fez birra e foi sentar-se na mesa do professor que se encontrava de pé. Este, por sua vez, sentou-se numa cadeira vazia e disse “então senhora Maria, o que é vamos aprender hoje?”. A senhora da camisola azul saiu então da sala envergonhada e foi prender o burro para outro sítio. Não voltou a aparecer nesse dia. No terceiro dia de aulas mostrou a cara só à tarde justificando a falta em metade do dia com uma ida à cabeleireira...

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