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Sofá Branco

"Esta é sem dúvida a era das novas invenções para matar corpos e salvar almas, todas divulgadas com a melhor das intenções." - Byron

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Tomb Raider em retrospectiva

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  Devia eu estar no segundo ciclo quando, certa vez, ao entrar na sala de informática da escola, vi uma data de miúdos em vários PCs a jogar algo que nunca antes tinha visto. Era uma rapariga que andava num barco, supostamente em Veneza, nadava pelo rio, matava outros tipos e andava aos saltos pela cidade, pelas casas, por janelas e telhados... Tanto quanto me consigo lembrar não sei se alguma vez passaram esse nível ou se simplesmente andavam de barco de um lado para o outro que nem idiotas durante tempo suficiente para se fartarem e voltarem ao Elifoot, mas o pouco que vi do jogo ficou-me na memória durante bastante tempo, até porque habituado a coisas como Sonic, nunca tinha sequer imaginado um jogo tão realista quanto aquele.

 

  Esse jogo, claro está, era Tomb Raider, neste caso o segundo. Demorou ainda alguns anos até eu ter pc onde sequer pudesse jogar, mas de uma forma ou de outra, posso dizer que joguei grande parte dos Tomb Raider. Não seguidos e não os acabei a todos, mas tenho muitas horas disto. Há algo que me agrada neles, especialmente nos primeiros que, confesso, até me assustavam bastante quando era mais novo, e jogando-os, o que antes de qualquer outro aspeto me cativou neles foi uma certa sensação de solidão e isolamento, muito difícil de encontrar em quaisquer outros jogos, sendo a única comparação que consigo fazer talvez com os primeiros Resident Evil, e não é lá grande comparação.

 

  1996 foi um ano grande para os jogos, tendo sido lançados alguns dos que mais impulsionaram esta coisa das três dimensões. Não só Tomb Raider, mas Quake, Super Mario 64 e o também já mencionado Resident Evil (entre outros). Os primeiros 5 Tomb Raiders foram lançados com um ano de diferença uns dos outros e, no que toca a consolas, maioritariamente em exclusivo para a Playstation1. Basta ver que os primeiros 4 estão na lista dos 20 mais vendidos para a consola para perceber a importância e a fama que tiveram.

 

  Tomb Raider fez o seu nome juntando três coisas como possivelmente nenhum outro jogo tinha feito até então: exploração, plataformas e…tiros, muitos tiros, que são para mim a mais fraca parte mas ei! A nível de gráficos, no início era tudo baseado em blocos/cubos, inclusive o movimento da personagem; por exemplo, com um salto para a frente avançam-se dois blocos, se for um salto a correr conseguem-se avançar três. Esta precisão levava a que se morresse inúmeras vezes para se conseguir fazer um salto. O jogo vai avançando através de sucessivos cenários/salas, onde há quebra-cabeças para resolver. Consiste maioritariamente em explorar um sítio para descobrir algum(ns) objeto(s) ou alguma(s) alavanca que depois vai abrir uma nova porta ou uma nova sala enquanto possivelmente se matam alguns adversários. Para mim este design e esta mistura era, e continua a ser, perfeita. Joguei algumas coisas no meu tempo, mas se me questionarem quais os meus jogos favoritos, possivelmente continuariam a ser estes. E quero também falar nas excelentes bandas sonoras. Durante a maior parte do tempo apenas se ouvem sons ambientais, que realçam a tal já mencionada e única sensação de solidão de Tomb Raider, mas volta e meia, em transições ou como antecipação para cenas ou passagens importantes, entram as músicas que fazem parte da banda sonora do jogo…e se não é uma das melhores de todos os tempos, não sei. No fim deste post deixo exemplos.

 

  Há medida que os jogos se foram sucedendo, os que saíam nunca batiam as vendas do anterior e desde o primeiro, durante uns quantos anos, os jogos foram perdendo alguma popularidade. A série também foi bastante criticada por repetir sempre os mesmos elementos e a mesma jogabilidade. Eram feitos leves avanços entre as sequelas mas não suficientes para agradar, nesse sentido, ao público e aos críticos, mas afinal não é fácil lançar um jogo novo todos os anos e ainda alterar grandemente a fórmula do mesmo. Até que em 2003 saiu “Angel of Darkness”, incompleto como tudo. Confesso que até adoro gosto bastante do jogo, mas credo, há vários elementos, animações defeituosas, bugs, mecânicas e até localizações inteiras que não foram acabadas devido a pressões para lançar o já atrasado jogo há bastante tempo. Ou pelo menos eu gosto de pensar que a pressão para lançar o jogo o quanto antes foi a razão de tanto defeito. Talvez a equipa se tenha lançado em algo demasiado ambicioso e não havia nem tempo nem recursos para tal. Isso resultou naquele que é considerado, possivelmente, o pior da série, não só em jogabilidade como em vendas, fazendo com que a empresa Core Design, que até então tinha feito todos os jogos, perdesse os direitos da série. A partir de 2003 os mesmos passaram para a Crystal Dynamics que, em 2008, não esquecendo as bases e querendo fazer dinheiro com antigos fãs, lançou “Tomb Raider Anniversary”, um remake do primeiro jogo de 1996, remake esse que é talvez o meu favorito de toda a série, misturando os avanços e mecânicas dos anos 2000 com o design de níveis dos primeiros. Com a Crystal Dynamics nota-se uma grande evolução (para o bem e para o mal), especialmente após o segundo “reboot” em 2013, mas não só. Foram também feitos vários spin-offs como o excelente “Lara Croft and the Guardian of Light” que desde já recomendo a toda a gente, assim como a sua sequela.

 

  Enfim, muitas alterações certamente houve desde 96 e agora pode-se dizer que não se morre 20 vezes estupidamente tentando um salto impossível. Também foram lançados vários jogos para para gameboy e até smartphones/tablets, destacando-se aqui o pequeno, mas excelente Lara Croft Go que nada tem a ver com Tomb Raider mas que é um jogo de puzzles muito bom.

 

  No entanto a Lara Croft não se limita a consolas, pcs e afins: não. No que toca a franchises criados a partir de jogos, é difícil bater Tomb Raider com a sua (talvez) demasiadamente sexualizada protagonista até a ser capa de revistas e a participar em várias publicidades, incluindo barras energéticas - só para verem a fama da moça. Há também uns quantos romances que eu gostaria imenso de ler, mas que são dificílimos de encontrar, várias bandas desenhadas e claro, até à data, três filmes. Aliás, há de haver gente que só conhece Tomb Raider através dos filmes. Lara foi Inicialmente interpretada por Angelina Jolie no início dos 2000, e em 2018 por Alicia Vikander. Vi o último filme recentemente no cinema e até me surpreendeu, mas…os três filmes ficam para um próximo post. Por agora fiquem com duas das músicas das bandas sonoras:

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